domingo, 9 de novembro de 2014

Isabel e uma carta inédita em defesa dos escravos e criação do voto feminino.


Carta inédita, pinçada do acervo de 3 mil documentos do Memorial Visconde de Mauá, revela que defendia a indenização de ex-escravos, a reforma agrária e o sufrágio feminino. “Fui informada por papai que me collocou a par da intenção e do envio dos fundos de seo Banco em forma de doação como indenização aos ex-escravos libertos em 13 de maio do anno passado, e o sigilo que o Snr. pidio ao prezidente do gabinete para não provocar maior reacção violenta dos escravocratas.” Lidas assim, como frases soltas extraídas de uma carta qualquer, que pela ortografia sabe-se antiga, essas poucas linhas dizem quase nada digno de nota para a historiografia brasileira. Mas, se colorirmos essa misteriosa preocupação com nome e sobrenomes, títulos e brasões, temos diante de nossos olhos algo capaz de reescrever um dos mais importantes capítulos da História do Brasil. “Informada”, quem se diz, é ninguém menos do que Isabel Christina Leopoldina Augusta Michaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Orleans e Bragança, a princesa Isabel (1846 – 1921). O pai a que se refere é o imperador D. Pedro II (1825-1891). Os fundos doados para serem usados como indenização aos ex-escravos seriam recursos do Banco Mauá, que a monarquia usaria para assentar os ex-cativos em terras capazes de produzir seu sustento após a assinatura da Lei Áurea em 13 de maio de 1888. Sim, a contar pelo texto, a monarquia tinha esse projeto. Um exame grafológico realizado pela especialista Fátima Argon, chefe do Arquivo Histórico do Museu Imperial, em Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro, garante a autenticidade da assinatura da carta em que constam essas revolucionárias linhas: “Muito do Coração, Isabel”. Afirma à estudiosa: “Creio que realmente se trata da assinatura e da letra da princesa Isabel”. Endereçada ao visconde de Santa Victoria, espécie de braçodireito de Irineu Evangelista de Souza, o visconde de Mauá (1813 – 1889) a carta data de 11 de agosto de 1889, portanto um ano e três meses após a Abolição da Escravidão no Brasil. E apenas três meses e quatro dias antes da Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889. Por isso, entende-se a preocupação de Isabel com a “reacção violenta dos escravocratas” frente a possibilidade de o governo indenizar os ex-escravos. De forma quase intuitiva – se é que nos cabe dizer isso em uma pesquisa histórica -, Isabel parece antecipar seu futuro e o de toda realeza na frase imediatamente seguinte da carta que confidentemente remete ao amigo Santa Victoria. “Deos nos proteja si os escravocratas e militares saibam deste nosso negócio pois seria o fim do actual governo e mesmo do Império e da caza de Bragança no Brazil”, escreve a princesa. O que se pode indagar, dessa temerosa assertiva, é se o golpe militar que implantou a República no Brasil não teria sido antecipado pelos tais forças escravocratas às quais a princesa se refere. A historiadora Keila Grinberg, professora na Uni-Rio e na Universidade Cândido Mendes, considera um equívoco falar em antecipação. “Não havia uma data marcada para a Proclamação da República”, pondera a especialista. No entanto, ressalta que um dos elementos mais importantes para atestar a riqueza da carta, segundo ela, residiria no fato de ratificar a tese, hoje clássica, de que a Abolição apressou a República. E acrescenta: “Esta carta confirma essa tese de que o golpe republicano teve o apoio dos escravocratas”. Se libertar os escravos, para a elite do século XIX, já soava como uma afronta, o que dizer da proposta de indenizá-los pelos anos de cativeiro? Isabel parecia apostar na vitória de seus propósitos. “Nosso amigo Nabuco, além dos snres. Rebouças, Patrocínio e Dantas, poderam dar auxílio a partir do dia 20 de Novembro quando as Camaras se reunirem para a posse da nova Legislatura.” E afirma, confiante: “Com o apoio dos novos deputados e os amigos fiéis de papai no Senado será possível realizar as mudanças que sonho para o Brazil!" Autor de uma das mais esclarecedoras teses sobre a figura histórica da princesa Isabel, o historiador Eduardo Silva, pesquisador da Fundação Casa Rui Barbosa, vem defendendo, desde a publicação de sua obra As camélias do Leblon e a Abolição da Escravatura, em 2003, um perfil mais aguerrido e revolucionário para a princesa. Na contramão da historiografia que insiste em apresentá-la como uma figura meramente representativa na sanção da Lei nº 3.353, a Lei Áurea, que teria assinado o revolucionário documento apenas porque o imperador estava ausente, o especialista afirma que tal passividade não combina com uma mulher que apóia, com a intermediação de “amigos” abolicionistas, como Joaquim Nabuco e André Rebouças, as atividades de um E não era um quilombo qualquer. Segundo Eduardo Silva havia dois modelos de ação quilombola. O “tradicional” era o de resistência à escravidão, a que ele chama de “quilomborompimento”, que traduzia a tendência dominante de servir de esconderijo. O outro, ao qual se filia o Quilombo do Leblon, localizado na Zona Sul do Rio de Janeiro, é o “quilombo abolicionista”. Nesse, de acordo com o historiador, as lideranças são muito bem conhecidas, os cidadãos têm documentação civil em dia e são, o que ele destaca como elemento principal, “muito bem articulados politicamente”. O que dizer de uma princesa que tem como amigos os amigos dos quilombolas? A carta reforça a imagem de uma princesa Isabel bem diferente, que já aparecia no livro de Eduardo Silva. “Não estranho o fato de uma princesa que mantinha ligações com um quilombo ser também uma defensora da indenização de ex-escravos”, comenta o autor. “Gostaria de ressaltar a intimidade com que ela se dirige a vários conhecidos abolicionistas. Na carta, ela diz “Nosso amigo Nabuco”, e isso para mim é muito significativo”, analisa Eduardo Silva. Ao agradecer ao visconde de Santa Victoria pela forma desprendida com que fez a doação que “significou mais de 2/3 da renda dos bens” que a ele pertenciam, Isabel afirma: “Com os fundos doados teremos oportunidade de collocar estes exescravos, agora livres, em terras suas próprias trabalhando na agricultura e na pecuária e dellas tirando seos próprios proventos”. Esse trecho, especialmente, surpreendeu a historiadora Keila Grinberg: “Sabemos que André Rebouças tinha um projeto de reforma agrária. Mas sinceramente eu desconhecia que a princesa falava abertamente sobre o assunto”. Não era somente sobre indenização de ex-escravos e sobre reforma agrária que ela tratava. Na mesma e reveladora carta ao amigo visconde, diz sonhar com novos tempos de mudança. “Não fiquemos mais no passado”, escreve, referindo-se também à forma “honrada e proba” com que Mauá e Santa Victoria “aceitaram a derrocada” do Banco Mauá em 1878. Pois, acrescenta ainda em tom confiante, “o futuro será promissor, si os republicanos e escravocratas nos permitirem sonhar mais hum pouco”. Sonhar? Exatamente com o que mais a princesa sonharia? “As mudanças que tenho em mente o senhor já sabe, vão além da libertação dos captivos”, escreve, para acrescentar: “Quero agora dedicar-me a libertar as mulheres dos grilhões do captiveiro domestico, e isto será possível atravez do Sufrágio Feminino (grifado por ela)!” Tamanha ousadia permite-nos entrever um perfil de mulher muito distante – para não dizer radicalmente oposto – ao da princesa Isabel que o brasilianista Roderick J. Barman revela ao longo das celebradas 352 páginas de sua mais recente obra, Princesa Isabel do Brasil: gênero e poder no século XIX. No Capítulo 6, intitulado “A aspirante a imperatriz (1881 – 1889)”, mais especificamente na página 221, Barman afirma que “enquanto morou na França, entre 1878 e 1881, d. Isabel não se envolveu diretamente com o movimento pelos direitos das mulheres nem manifestou simpatia por ele”. E acrescenta: “Estava longe de ser uma Nora disposta a fugir da casa de boneca”. O estilo de vida que “refletia a autonomia mais ampla de que gozavam as mulheres, particularmente no tocante à vida cotidiana”, e do qual a princesa compartilhava, é descrito pelo comportamento de “ir sozinha às novas lojas de departamento”, segundo ele, “algo que muito lhe agradava”. Sobre o estilo de vida de Isabel e o modelo de casamento que levava com o conde d´Eu, Barman afirma que “aos olhos do mundo, o casal se ajustava às expectativas tradicionais”: “D. Isabel obedecia ao marido na administração de sua vida, tanto pública como privada”. É verdade que, em carta posterior ao marido, Isabel, segundo Barman, surge das entrelinhas como “membro mais forte do casal”, cujas “atividade já não dependiam do consentimento prévio do marido”. Mas essa ousadia de princesa estava muito, muito distante, da Isabel que se revela na carta ao visconde de Santa Victoria. Nem mesmo o afastamento do imperador D. Pedro II, que se tornara “menos grandioso e onipresente, decaindo visivelmente”, já revelando uma saúde incerta, pareceu, aos olhos do brasilianista, motivar Isabel a adotar posicionamentos mais aguerridos. “Tais presságios de mortalidade”, documenta ele na página 227, “não motivaram d. Isabel a assumir um papel mais importante nos assuntos públicos”. Chega a afirmar “Como ela explicou ao sogro, seu maior prazer era cuidar dos filhos”, além da casa e do jardim. “A mulher dona de si”, que surge apenas no Capítulo 7 do livro, somente se revelaria entre 1889 e 1891, mais especificamente no exílio, e portanto após proclamada a República. Na carta ao visconde essa mulher dona de si existia bem antes disso, já que o documento foi assinado em 11 de agosto daquele ano. E obviamente que a adesão a ideais tão revolucionários para a época – indenização de ex escravos, reforma agrária e sufrágio feminino – não se forja de uma hora para outra. É uma construção de longa duração. Sobre essa mudança na personalidade da princesa, o brasilianista escreveu: “A partir de 15 de novembro de 1889, d. Isabel tornou-se muito dona de si, embora, durante a longa viagem ao exílio, as perpesctivas não parecessem nem claras nem promissoras”. Mas, uma única carta, de quatro páginas manuscritas, é suficiente para pôr em questão análises assentadas em extensa bibliografia e vasta consulta a documentos? A carta de Isabel ao visconde deve ser vista como indício de que algo ainda precisa ser aprofundado nos estudos sobre a Abolição. Até porque, algumas questões presentes no documento carecem de esclarecimento. Outro biógrafo da princesa, o historiador Robert Daibert Junior, autor de Isabel, “a redentora dos escravos”: uma historia da princesa entre olhares negros e brancos (1846 – 1988), não tem dúvidas sobre a importância da carta para os estudos sobre a escravidão no Brasil. “A carta, certamente, fará parte de minha tese, em fase final de preparação na UFRJ”, admite. Mas seu conteúdo chegaria a contrariar a historiografia que atribui ao negro o mais importante e significativo papel de protagonista da Abolição? Segundo ele, ela é um instrumento para “pensar a extinção da escravidão por meio de forças e motivações diversas”. Pois, se “não há dúvida de que os escravos foram agentes do processo, e a historiografia avançou bastante neste sentido, algumas pesquisas chegam a ser cansativas, pois os óculos da estratégia chegaram a cegar alguns historiadores, presos a um certo determinismo”. Para Daibert, é hora de redimensionar as questões sobre o tema. “Passamos de uma historiografia tradicional, extremamente apegada a um culto à princesa Isabel como responsável única pela Abolição, para um lugar oposto. Infelizmente, em alguns discursos mais inflamados, ainda ouvimos expressões que qualificam o 13 de Maio como farsa e engodo. O problema todo está na polarização: Isabel ou Zumbi? Como se tivéssemos que escolher um lugar, um posicionamento político de extrema direita ou de extrema esquerda”. De que a carta sugere novas perpesctivas para a abordagem do tema pelos historiadores, não resta dúvidas. Mas certamente algumas questões ainda precisam ser aprofundadas.
Fátima Argon destaca a procedência dos recursos doados por Mauá e Santa Victória para a indenização dos ex-escravos. “Seria necessário consultar a correspondência de Mauá”, afirma. Outra questão será decifrar, conhecer mais de perto, o perfil do visconde de Santa Victória. A estudiosa Fátima Argon disse ainda ter sentido certo estranhamento diante do fato de a princesa redigir “papai” e não “papae”, como era o costume na época. Entretanto, dois elementos – além da análise da grafia da carta – garantem ao documento a condição de autêntico. O primeiro deles é que foi assinada em agosto de 1889”. O outro elemento, destacado pela especialista, se refere à datação da carta: “Era coisa comum pôr hora depois da data, embora seja curioso que isso apareça em francês”. No original, Isabel escreve: “Corte midi” (meio-dia). Daibert, por sua vez, ao destacar como contribuições fundamentais do documento as referências à indenização e ao sufrágio feminino, alerta para o fato de que” a carta traz mais questões do que respostas”. E afirma que o documento do acervo do Memorial Visconde de Mauá, compilado por gerações de parentes e hoje mantido por seu tetraneto Eduardo André Chaves Nadehf, “nos leva a puxar fios que não haviam sido pensados, mas que exigem muita pesquisa”. Lacunas à parte, a doce Isabel de livros cujas teses já não se sustentam propôs mais para o Brasil do que a República tem sido capaz de realizar nestes mais de cem anos de sua existência. 

*Textos grifados em vermelho, não corresponde à forma correta da Língua Portuguesa contemporânea. Fonte: Revista Nossa História Ano 3 / nº 31 - Editora Vera Cruz - maio 2006 http://negrolivre.blogspot.com.br/2011/11/o-lado-rebelde-da-princesa-isabel.html
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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Neo ateísmo e suas crenças no universo que veio do nada na terra do nunca.



Quanto ao primeiro ponto, é comum ateus serem tolos ao ponto de achar que não possuem o ônus da prova.


A questão é: Ateísmo é uma afirmação de conhecimento, logo, necessita de ônus. 



Nessa técnica, o neo-ateu tentará, a todo custo, dizer que por mais que ele faça alegações e alegações, ele nunca deverá mostrar nada; esse dever é única e exclusivamente dos cristãos ou dos teístas. Claro que esse é só mais joguinho sujo e torpe, que visa retirar a responsabilidade sobre as próprias afirmações e jogá-las para o lado do adversário. Cuidado: pode ser aplicado em ad nauseam, e arrisco dizer que normalmente o é. 

A primeira conceito que devemos analisar é o ônus da prova. É um conceito simples, que significa aquele que tem a missão de defender e apresentar evidências para uma alegação. 

E quem deve defendê-lo em um debate? 

Filosoficamente, o ônus da prova funciona da seguinte maneira: todo aquele que faz uma afirmação de conhecimento em uma arena de disputa tem o ônus da prova. Essa afirmação de conhecimento pode ser tanto uma afirmação positiva – do tipo “O Internacional de Porto Alegre tem 3 títulos brasileiros” – como uma afirmação negativa tal qual “Não existe um São Bernardo no meu banheiro”. Quem afirmar uma dessas sentenças, tem que fundamentar o seu caso. 

Um discurso tem duas partes – Enunciação e Demonstração . Primeiro, você alega o seu caso (Enunciação – que pode versar sobre existência e inexistência – e se prova inexistência, como demonstrei aqui) e depois deve prová-lo (Demonstração). O debatedor não pode alegar ter um caso e se omitir de prová-lo, assim como não precisa prová-lo sem o ter alegado antes; se eu somente creio em alguma coisa, mas não a alego, então não houve nenhuma Enunciação. Se não há Enunciação, não segue logicamente a necessidade de Demonstração; já que uma prova é uma prova de algo, e se não houve a Enunciação antes não há nada que esteja sendo defendido. 

O ônus da argumentação é seguido da existência de uma proposição. Vejamos alguns exemplos: eu entro em uma comunidade e abro um tópico dizendo que Shakespeare escreveu 30 peças. 

De quem é o ônus da prova? É meu, pois eu fiz uma alegação de que que Shakespeare escreveu 30 peças. 

Agora imagine que um 3º – chamado João – diga que ele realmente escreveu 30 peças (e digamos que esse seja realmente o número), mas em nenhuma ele cita a palavra “gelo”. 

De quem é o ônus da prova? De João, que precisa provar a inexistência da palavra “gelo” nas 30 peças. Para isso, eleverá apresentar uma transcrição de todas as 30 peças e mostrar que em nenhuma delas a palavra “gelo” existe. Nesse caso, vai se provar a inexistência do termo na obra do poeta inglês. 

E da mesma maneira se aplica o raciocínio de “Deus existe” e “Deus não existe” em debates. Se um neo-ateu alegar que Deus não existe, deve fazer a demonstração, coisa que um teísta teria que fazer se alegasse que Deus existe. 

Não há mistérios. Quem enuncia, seja “X” ou “não-X”, deve demonstrar. Só isso. O que faz neo-ateus terem ônus da prova assim como teístas em casos específicos. 

Uma falácia frequente é a da tal “afirmação primordial”. Não existe nada assim na lógica. O ônus da prova funciona como eu expliquei: se eu alegar algo, devo logicamente seguir para a demonstração. E vale tanto para quem afirma conhecimento primeiro ou não. Pode estar no início, no fim ou no meio de um debate ou ser uma idéia historicamente anterior ou posterior. Afirmou na arena de debate? Argumente para isso. Se fosse para inventar regras diferentes, então poderiamos dizer que existe um paradigma dominante (o teísmo) e que os ateus que tentam mudá-lo. Assim, teriam eles o ônus da prova e não nós.

A verdade, é que ateus sequer conseguem mostrar que o ateísmo é mais racional e preferível que o agnosticismo puro e neutro. 

- No segundo ponto:

SÓ a Igreja Católica, se saísse da África 60% das escolas e hospitais seriam fechados. Quando a epidemia de AIDS estourou nos EUA e as autoridades não sabiam o que fazer eles chamaram as freiras da Igreja para cuidar dos doentes porque ninguém mais queria fazê-lo.

No Brasil, até 1950, quando não existia nenhuma política de saúde pública eram as casas de caridade da Igreja que cuidavam das pessoas que não tinham condições de pagar um hospital?
A Igreja Católica mantém na Ásia: 1.076 hospitais; 3.400 dispensários; 330 leprosários; 1.685 asilos; 3.900 orfanatos; 2.960 jardins de infância. Na África: 964 hospitais; 5.000 dispensários; 260 leprosários; 650 asilos; 800 orfanatos; 2.000 jardins de infância. Na América: 1.900 hospitais; 5.400 dispensários; 50 leprosários; 3.700 asilos; 2.500 orfanatos; 4.200 jardins de infância. Na Oceania: 170 hospitais; 180 dispensários; 1 leprosário; 360 asilos;60 orfanatos; 90 jardins de infância. Na Europa: 1.230 hospitais; 2.450 dispensários; 4 Leprosários; 7.970 asilos;2.370 jardins de infância.
Será que existe qualquer empresa ou instituição que faz pelo menos isso?

- Quanto a Caridade:

O cristianismo defendia a caridade para com os pobres e os doentes, enquanto as igrejas pagãs raramente lhes prestavam ajuda. Quando a varíola se alastrou, entre os anos de 165 e 180, e a baixa imunidade às infecções provocou inúmeras mortes, os cristãos foram valorizados pelo auxílio que prestaram. As Igrejas cristãs são, de fato, as instituições mais caridosas da história universal.

Estudo revela que estados religiosos praticam mais caridade que não religiosos


Religious Americans Give More, New Study Finds




Fonte: https://www.facebook.com/antineoateismo

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

"O Papa de Hitler" ou Hitlers maior inimigo? Fatos Históricos e Análise do Debate Pio XII

  Hitler sando da igreja luterana(e não da igreja católica)



Desde 1999, vários livros e artigos analisaram o Papa Pio XII e sua liderança da Igreja Católica durante o Holocausto. Muitos deles são altamente crítico. Um encargos diz que Pio ajudaram nazistas fugir para a América do Sul. Outro livro que desmente, mas levanta a alegação de que o Papa estava muito preocupado com a centralização do poder papal. O próximo livro rejeita as acusações, mas levanta novos.E assim seguiram na luta para tentar fugir da verdadeira historia da luta contra os nazistas. A controvérsia sobre o Papa Pio XII e sua liderança durante a Segunda Guerra Mundial deriva em parte significativa de evidências incompreendido, argumentos ilógicos e história falsificados. Como um professor de direito, eu gasto uma boa parte do tempo a dizer aos meus alunos sobre a necessidade de descobrir todas as provas e, em seguida, para desenvolver uma explicação lógica que é responsável por isso. Quando se trata de Papa Pio XII, seus críticos sempre cometem erros tanto na apuração dos fatos ou em analisá-los corretamente. Às vezes eles em ambas as partes erradas. Os críticos mais fáceis de refutar aqueles que são tão inflexível em sua oposição a Pio XII (e muitas vezes a própria Igreja Católica), que fazem acusações totalmente injustificadas. Por exemplo, no livro O Papa de Hitler, o autor John Cornwell massacrando citações, tomou fatos fora de contexto, e passagens mal, bem mal traduzidas. Ele até alterou a foto na capa do seu livro e enganando os leitores sobre o acesso que a ele foi dado aos arquivos do Vaticano, tudo em um esforço para apoiar suas acusações contra a Igreja Católica, tudo farça do historiador farsante ou desonesto. No final, esse livro foi realmente um ataque contra o Papa João Paulo II. Com o tempo e espaço suficiente, é fácil dar um "tapa" na testa, após outro "tapa" na tese de Cornwell (e nas de autores que seguem sua liderança, como James Carroll e Daniel Goldhagen). De fato, em seu mais recente livro, Cornwell admite que "à luz dos debates e as provas seguintes Papa de Hitler", o Papa Pio XII "tinha tão pouco espaço de ação" que é impossível julgar seus motivos ", enquanto Roma estava sob o calcanhar de Mussolini e, posteriormente, ocupado pela Alemães. "Em outras palavras, ele já não está na análise que ele deu nesse livro. Infelizmente, o apelido de "Papa de Hitler" permanece para que os inocentes passem a continuar acreditando nas inverdades. Descartando a Evidência Crítico Papal Susan Zuccotti apresentou uma situação um pouco diferente, com seu livro, debaixo do seu do Windows. Ela visitou arquivos em toda a Itália e encontrou evidências de numerosos bispos católicos, padres, freiras e leigos que arriscaram suas vidas para salvar judeus dos nazistas. Estas equipes de resgate creditado regularmente o Papa Pio XII, dizendo que ele quer encorajou-os ou lhes ordenou para ajudar os judeus.Zuccotti, no entanto, conseguiu encontrar nenhuma evidência escrita contemporânea de uma directiva papal, para que ela descontados ou demitidos seu testemunho. Por exemplo, ela disse que um bispo "pode ter considerado que é útil para fazer seus assistentes acreditam que eles estavam fazendo o trabalho do Papa." Ela sugeriu que as freiras que disse o Papa ordenou seus conventos aberta para refugiados judeus estavam "ansiosos que Pio XII recebe crédito pelo trabalho de sua ordem. "Ela disse que uma carta do Congresso Mundial Judaico agradecendo ao Papa por ajudar judeus livre presos não era crível porque o autor" deve ter conhecido melhor. "Ela atribuiu a gratidão do povo judeu ao Papa após a guerra de "ignorância benevolente." Ela sugeriu que os capelães judeus mentiu porque eles estavam "ansiosos para proteger e preservar o frágil boa vontade entre judeus e não-judeus." Ela descartou cartas de agradecimento de povo judeu, porque "a Santa Sé havia feito nada mais para os internados judeus do que para os não-judeus. "Outras contas favoráveis dos esforços do Papa para ajudar os judeus eram chamados de" menos do que honesto.  "Testemunho do futuro Papa Paulo VI foi demitido porque, segundo Zuccotti, ele" sabia perfeitamente bem "que sua declaração foi mal. Após o lançamento de seu livro, os investigadores encontraram duas cartas enviadas por Pio durante a guerra que tinha incluído somas de dinheiro a ser usado para o benefício dos refugiados e prisioneiros judeus. Assim, temos agora o depoimento de equipes de resgate, vítimas, alemães, judeus, padres, freiras, sete cardeais e dois papas. Nós também temos provas escritas recentemente descobriu que Zuccotti pensei não existia. Como Ben Franklin disse: "Não há nada tão horrível na natureza como ver uma bela teoria assassinado por uma gangue feio dos fatos." Autor Peter Godman apresentado um tipo semelhante de problema em seu livro, Hitler e do Vaticano. Godman recebido alguma atenção, porque ele foi o primeiro autor a sair correndo de um livro depois que o Vaticano abriu alguns arquivos anteriormente fechadas. Sua análise foi altamente crítico de Pio XII, mas seu livro foi realmente útil para os defensores do pontífice. Os documentos que ele escreveu sobre, ao contrário de sua análise, revelou um papa (Pio XI) e seu conselheiro superior (Eugenio Pacelli, futuro Pio XII) lutando para ajudar as vítimas dos nazistas, independentemente de raça ou religião, sem colocar em risco mais pessoas inocentes. A Plot Revelado O livro mais recente é de Dan Kurzman uma missão especial: plano secreto de Hitler para Aproveite o Vaticano e Kidnap Papa Pio XII. De certa forma, é o outro lado do livro de Godman. Ele se concentra em general Karl Wolff, chefe de polícia alemão e comandante da SS na Itália ocupada. Em 1943, Hitler ordenou Wolff para elaborar um plano para invadir o Vaticano e sequestrar o papa. Esta história é conhecida há mais de 40 anos, mas nunca foi objecto de uma análise do livro-comprimento. Kurzman entrevistados Wolff e dezenas de outras testemunhas, e ele analisou os documentos pertinentes. Depois deste livro, que vai ser difícil para os críticos de negar o ódio de Hitler de Pio XII, o sentimento recíproco do Papa, ou que o Führer deu a ordem para invadir o Vaticano. Por outro lado, o livro tem alguns erros factuais bastante graves. Para dar apenas dois exemplos, Kurzman deixa a impressão de que diplomatas aliados estavam descontentes com o papa. Arquivos americanos abertos recentemente, no entanto, não deixam dúvida de que os Aliados bem entendido que Pio foi totalmente do seu lado. Kurzman também diz que, em um artigo de jornal Pio expressa uma equivalência moral entre a morte de um grupo de nazistas e retaliação nazista contra Romanos inocentes. Kurzman novamente temos os fatos errados. O artigo de jornal em questão foi escrito antes da retaliação; a declaração do Papa foi um apelo para que os nazistas para não retaliar. Os maiores problemas neste livro, no entanto, não são os erros factuais, mas a análise do Kurzman, especialmente quando ele especula sobre as motivações. Mais e mais Kurzman-que é geralmente de suporte de Pio-fala sobre o medo de uma declaração do Papa e do medo de uma represália nazista de Pio XII de Hitler. Ele sugere que, se somente o Papa tinha falado com mais força que ele poderia ter terminado o Holocausto. Kurzman aceitou essa tese tão plenamente que, quando confrontado com a evidência de que o objetivo do plano de sequestro era "vingar o protesto papal em favor dos judeus", diz ele, deve ter sido "um clamor papal esperado" que nunca aconteceu. Kurzman inventa esse argumento, embora ele em outro lugar (p. 60) aponta corretamente que Hitler particularmente oposição Pio porque esse "demônio de vestes brancas" se atreveu a opor-se a ele! Certamente Hitler não queria outra condenação papal aberto e Pio não queria uma invasão, mas nenhum dos dois foi motivado pelo medo sobre estas matérias. Hitler manteve as condenações longe do público e lançou versões editadas que apoiaram seus propósitos. Pio percebeu isso e focado em ações que realmente levaram a resultados positivos. Considerando todas as diferentes combinações de fatos e análises críticas do Papa Pio XII, que quase parece que houve uma desonestidade refrescante sobre o Papa de Hitler. Não havia dúvida sobre o local onde o autor estava; seus fatos e sua análise foram manchados para apoiar suas opiniões tendenciosas. Um autor como Kurzman apresenta talvez o caso mais difícil. Ele está tentando escrever coisas positivas sobre Pio XII, e seu grande tema é um passo importante. Seus preconceitos, no entanto, tornar o seu livro não confiável quando se trata de detalhes. Aceitação da idéia de que Pio só precisava falar com mais força para acabar com o Holocausto de Kurzman é uma triste lembrança do impacto os críticos tiveram sobre a reputação de Pio XII. Também pode ser visto como uma chamada para os braços. Nós ainda temos muito trabalho a fazer para que a verdade sobre a história católica ea fé católica será conhecido. 

Ronald J. Rychlak é reitor adjunto e MDLA Professor de Direito na Universidade de Mississippi
Faculdade de Direito. Ele é o autor de Hitler, a guerra, e o Papa (2000) e Gentios Justos: Como Pio XII e da Igreja Católica Salvo meio milhão de judeus dos nazistas (2005). Mais informações estão disponíveis no www.Pius-XII.com

A liberdade, o libertário e os que lutam contra.

Um desabafo.

A liberdade de expressão não é e nem deve ser monopólio de A e nem de B, espera-se de quem luta contra ou a favor de manter a liberdade, que seja no minimo condescendente com a ideia de que a liberada ainda é aquilo que temos de mais sagrado. Pois liberdade é isso, inclusive de não concordar com nada do que eu escrevo em letras tortas, (sem saber usar até mesmo algumas pontuações e verbalizações que se fazem necessário em alguma parte daquilo que escrevo) mal (ou mau) escritas e sem fundamento nenhum. O importante é a liberdade, não essa liberdade demagoga e do politicamente correto, não essa liberdade torta e monopolistas do pensamento alheio, o transformando em único e absolutamente aceito sem contestação....liberdade de expressão é aceitar ou não a opinião alheia, debater ou não assuntos que nos trazem a tona algo que nos chamem a atenção. O direito de dizer aquilo que se quer, sem denegrir a pessoa humana, é liberdade louvável. liberdade até mesmo de dizer o que se quer xingando (não deixa de ser liberdade, embora nosso código penal nos diga que devemos manter o respeito e estamos sob o julgo de pena civil, se alguém estiver ofendido pelos xingamentos) em um debate, ou em um jogo de futebol de várzea...Liberdade é isso, ou pelo menos ainda é, se é que é, eu afirmo que deveria ser, acho que é. Tem que ser, ou talvez, para alguns melhor seria não ser, melhor não ter liberdade, melhor não lutar por liberdade, melhor não ter alguém ou vários que se oponha ou tenha uma visão diferente de mundo. Não me chamem para lutar contra a liberdade (sou a favor dela), nem me chamem para pedir um golpe militar (debater o período militar e o período de 64 ou até antes no campo das ideias acadêmicas e historiográficas, tanto sobre o tempo, espaço e os acontecimento, é cabível e salutar, em uma mesa redonda ou em qualquer lugar. Mas jamais querer uma golpe ou uma militarização em nosso modelo de governo, isso não, jamais. Em fim, liberdade importa, não façamos do cerceamento dela virar rotina em nosso país que tanto sofre pela falta de tantas outras liberdade que eu não destaquei aqui, pois não existe só uma liberdade existe tantas outras, seja aquela liberdade de não poder mais ficar até 11 horas na calçada de sua casa, conversar com seus vizinhos, indo até a liberdade econômico que ainda se arrastando por aqui... Em fim a liberdade importa...amemos a liberdade como se ela fosse sua, como se ela fosse nossa, pois as futuras gerações iram agradecer...


Roberto Douglas Dias Rolim

COMO JESUS CHEGOU A SER NAZISTA NO PROTESTANTISMO ALEMÃO

(foto do Instituto)
O maior sinal cristão é profanado
* Obs. As Bandeiras contendo a Cruz cristã com a Suástica nazista no centro,símbolo dos Deutsche Christen, protestantes nazistas -
daí as letras D e C na cruz.

“A base da minha apresentação é material de arquivo que faz poucos anos descobri na Alemanha.
Evidencia a existência dum pseudo-instituto de pesquisa para teólogos, o qual se assemelha a outros institutos pseudocientíficos para a”pesquisa dos judeus”, os quais foram instalados em quase todos os âmbitos acadêmicos da Alemanha durante o “Terceiro Império”. No meio dia do sábado de 6 de maio de 1939, um grupo de teólogos, pastores e freqüentadores de igreja protestantes e reuniu na Wartburg histórica para, repleto de orgulho luterano e nacional-socialista, celebrar a abertura oficial do”Institut zur Erforschung und Beseitigung des jüdischen Einflusses auf das deutsche kirchliche Leben” [Instituto para a pesquisa e eliminação da influência judaica na vida eclesial alemã]. Os fins do instituto eram tanto políticos como também teológicos. Nos seis anos da sua existência, durante os quais o regime nazista cometeu o genocídio nos judeus, o instituto definiu de novo o Cristianismo como uma religião germânica. O fundador desta, o ariano Jesus, teria lutado corajosamente para destruir o Judaísmo e teria caído vítima na luta, assim que os alemães agora estariam exortados a chegar a serem vencedores na própria luta de Jesus contra os judeus.Membros do instituto e muitos outros no Império trabalhavam dedicadamente “para o Führer [Líder, Dirigente = Adolf Hitler]“, como Ian Kershaw o formulou, para ganhar a luta contra os judeus. Na Alemanha nazista, a “higiene de raça” chegou a ser uma disciplina, na qual era ensinado como o corpo, em que o espírito ariano habita, possa ser protegido; a teologia desse instituto se dedicava à assistência a esse espírito.A maioria dos membros e especialmente o diretor acadêmico do instituto, Walter Grundmann, professor para Novo Testamento em Jena, se via como vanguarda teológica, a qual se dedicava a resolver dum problema que já faz muito tempo atormentava: Como se pode tirar uma fronteira clara e explícita entre o Cristianismo primitivo e o Judaísmo, eliminando todos os vestígios de influência judaica da teologia e prática cristãs? os membros do instituto se viam em condição para recuperar o Jesus historicamente genuíno, não judaico, fazendo a mensagem cristã compatível com identidade alemã contemporânea. Quiseram limpeza, autencidade e uma revolução teológica — tudo em nome do método histórico-crítico e da sua dedicação ao “Deutschtum”. Alcançar isso eles quiseram pela extinção do judaico do cristão. Nem uma mensagem cristã que estivesse com judaico poderia ser útil a alemães,nem uma mensagem judaica poderia ser uma doutrina exata de Jesus. Esta era, assim declarou, comparável como aquela da reformação: Os protestantes precisam hoje superar o Judaísmo como Lutero superou o catolicismo. A eliminação da influência judaica à vida alemã seria uma interpelação à situação religiosa alemã daquele tempo.Como as pessoas no tempo de Lutero não podiam imaginar um Cristianismo sem o papa, assim não poderiam hoje em dia — assim Grundmann — os cristãos imaginar uma salvação sem o Antigo Testamento.A Bíblia, assim Grundmann continuou, deveria ser limpada, a sua qualidade não-falsificada restituída, para anunciar ao mundo a verdade sobre Jesus, a saber que era um ariano, o qual aspirava a destruição do Judaísmo. De 1939 a 1945, o instituto funcionou como uma grande cobertura, sob a qual se podia articular um grande número de posições teológicas antijudaicas de cientistas e pastores.Alguns, como o próprio Grundmann, empenhavam-se para o afastamento do Antigo Testamento da Bíblia cristã., porque é um judaico. Outros, como Johannes Hempel, professor do Antigo Testamento na Universidade de Berlim, tentavam a manter o Antigo Testamento para os cristãos, já que era no fundo uma mensagem sobre o povo de Israel (e não sobre os judeus), a qual seria importante para o povo alemão ouvir. O que unia os membros do instituto era a confissão para a exterminação do judaico como meio para a limpeza do Cristianismo e da Alemanha.No público conhecido como “instituto de desjudiação” o instituto era o instrumento da Igreja Protestante para a propaganda anti-semita. Grundmann escreveu em 1941:”Então, porém, o nosso povo que está na luta, contra os poderes satânicos do judaísmo mundial, por ordem e vida deste mundo em geral, com direito lhe dá a despedida, pois não pode lutar contra o judeu e abrir o seu coração ao rei dos judeus. “Com a prova de que Jesus era, não judeu, mas sim adversário dos judeus, Grundmann ligou o trabalho do instituto com os esforços de guerra dos nazistas.A extensão da força de atração do instituto era notável: professores universitários, docentes e estudantes evangélicos de teologia em todo o Império chegaram a ser membros do instituto. Os membros eram subdivididos em grupos de trabalho, produzindo dentro de um ano uma versão “desjudizada” do Novo Testamento, um cancioneiro “desjudizado”, um catecismo nazificado e um grande número de livros e panfletos para leigos e cientistas, nos quais expuseram os seus argumentos teológicos. Teoria racista e TeologiaA minha pergunta abrangente é porque a teoria de raça era atrativa para teólogos protestantes da Alemanha durante a primeira metade do século 20, e porque era tão fácil interpretar o Cristianismo em categorias racistas.O racismo que se espalhou na segunda metade do século 19 na Europa, atraia protestantes alemães, primeiro, como componente nacionalismo. Com o século 20, porém, o racismo, especialmente o anti-semitismo, chegou a ser um meio da modernização do Cristianismo e da legitimização das suas doutrinas. Jesus foi apresentado, primeiro como adversário do Judaísmo, a seguir como inimigo deste e, finalmente, como ariano. Porque um número tão grande de teólogos e pastores protestantes alemães foi atraído pela teoria de raças e que criou uma autêntica teologia de raças? Quais ganhos teológicos alcançaram pelo racismo?
A Igreja Nacional do Reich ou Igreja do Reich (em alemão: Reichskirche) foi uma igreja protestante da Alemanha nazista, cujo objetivo era abranger e nazificar todos os alemães protestantes numa única instituição.Foi criada em julho de 1933, quando os representantes das igrejas protestantes alemães escreveram uma constituição para uma Igreja do Reich, criada à partir da fusão das 28 igrejas luteranas e reformistas alemães, que englobavam em torno de 48 milhões de adeptos. Sua criação foi formalmente reconhecida pelo Reichstag no dia 14 de julho.A ideologia da Igreja do Reich era baseada no “cristianismo positivo”. Durante a Segunda Guerra Mundial o regime nazista visava aplicar um programa de trinta pontos para a Igreja do Reich, no qual, pretendia-se substituir o cristianismo pelo paganismo germânico, eles foram apresentados por Alfred Rosenberg,editor do Völkischer Beobachter, assumidamente pagão, dentre os pontos mais importantes estão:1. A Igreja Nacional do Reich da Alemanha afirma categoricamente o direito e o poder exclusivos de controlar todas as igrejas na jurisdição do Reich: declara serem elas as igrejas nacionais do Reich alemão.  A Igreja Nacional se dispõe a exterminar irrevogavelmente (…) as crenças cristãs estranhas e estrangeiras trazidas para a Alemanha no malfadado ano de 800. A Igreja Nacional não tem escribas, pastores, capelães ou padres, mais oradores do Reich para falar em seu nome. A Igreja Nacional exige a imediata publicação da cessação e difusão da Bíblia na Alemanha. Imediatamente após a criação da Igreja do reich, surgiu uma luta para a eleição de seu Bispo.O Führer Adolf Hitler insistia que ele devia ser dado à Ludwig Müller, o conselheiro de Hitler em assuntos da Igreja Protestante e chefe dos “cristãos alemães” (um grupo protestante neo-pagão). Os dirigentes da Federação das Igrejas propuseram o pastor Friedrich von Bodelschwing, porém, o governo nazista interveio, dissolveu uma quantidade de organizações eclesiásticas provinciais, suspendeu diversos importantes dignitários das igrejas protestantes, utilizando a S.A e a Gestapo, aterrorizando os que apoiavam Bodelschwing. Na véspera da eleição dos delegados ao sínodo que escolheria o bispo do Reich, Hitler pessoalmente ocupou o rádio para exortar à eleição os cristãos alemães, dos quais Müller era candidato. Bodelschwing retirou sua candidatura,e a eleição apresentou uma maioria de cristãos alemães que em setembro, no sínodo de Wittemberg, local escolhido por ser onde Martinho Lutero pela primeira vez desafiara a Igreja Católica, Müller foi eleito bispo do Reich. No dia seguinte o dr. Reinhard Kraise propôs em uma reunião que o Antigo Testamento, de origem judaica fosse abandonado e o Novo Testamento fosserevisto de acordo com as doutrinas nazistas, mais sua idéia foi considerada exageradamente extremista e foi abandonada e Kraise suspenso.

Fonte: http://caiafarsa.wordpress.com/a-igreja-de-hitler/

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Pedofilia e seus amantes

Entre 1943 e 1944 a França estava sob ocupação nazista e Simone de Beauvoir escolheu trabalhar como diretora para a Radio Vichy (1). A Rádio Vichy era uma rádio de propaganda pró-nazista que colaborava ativamente e constantemente com o partido nacional-socialista.(2)

Agora, por que Simone de Beauvoir escolheu trabalhar na Radio Vichy e colaborar com Hitler??

O fato é que nesta época ela não podia mais espalhar suas doutrinas totalitárias através do meio acadêmico, então decidiu fazer isso por outros meios. Ela estava impedida de doutrinar a massa ignorante trabalhando como professora , uma vez que as crescentes acusações de pedofilia e seu comportamento contra menores de idade haviam causado a sua demissão. (3)

Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre adoravam joguinhos sexuais à três com novinhas (4). Tanto é que ambos assinaram uma petição francesa em 1977 para a legalização da pedofilia e pela libertação de três indivíduos que estavam presos por explorar sexualmente diversos garotos e garotas de 14 anos para baixo. (5), (6), (7).

A luta de Simone de Beauvoir pela legalização e pelo apoio popular da pedofilia foi uma constante em sua vida.

Um dos idolos de Simone de Beauvoir foi o ditador Fidel Castro (8), outro foi o famoso homofóbico, assassino e estuprador de mulheres, Che Guevara, o racista o qual ela admirava e apoiava para que seus desejos violentos e ditatoriais fossem colocados em prática.(9)

(1) - http://my.telegraph.co.uk/expat/stephenclarke/10151800/10151800/
(2) - https://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/Holocaust/VichyRegime.html
(3) - http://opinionator.blogs.nytimes.com/2013/05/19/savile-beauvoir-and-the-charms-of-the-nymph/
(4) - http://avecbeauvoir.wordpress.com/2013/08/01/70-anos-de-a-convidada/
(5) - http://pt.wikipedia.org/wiki/Petições_francesas_contra_a_idade_de_consentimento
(6) - https://www.ipce.info/ipceweb/Library/00aug29b1_from_1977.htm
(7) - http://pedocriminalites.blogspot.com.br/2012/03/le-monde-petition-du-26-janvier-1977.html
(8) - http://38.media.tumblr.com/cb76bc5f720d6f79f55052dd39d4f5bc/tumblr_n7o7o0P2fg1qb5ejqo1_500.jpg

terça-feira, 4 de novembro de 2014

O que tenho contra o Che?
















O que tenho contra Che, não esta escrito no peito feito tatuagem, na camisa da moda vestida por uma anticapitalista endinheirado, um revolucionário de boutique, não esta estampada nos ternos militares que ele tanto gostava de usar. Na verdade a pergunta seria: o que Che tinha contra os negros, homossexuais, cristianismo e contra a liberdade? O mito, criado as custas de Hollywood a quem Che tanto criticava, o anti-americanismo de corpo e alma, sem foi seu forte na boca e na escrita, abaixo o capitalismo, gritava o Che...O mito, que fez vários artistas do rock, do pop, dos ritmos cubanos, saírem (ou socialismo ou morte se ficassem)  do país pelo simples fato de não concordarem com o modelo que ali estava sendo instalado. Não podia tocar o rock americano, não podia fazer teatro com ilustrações da grande águia e olho latente do simbola americano. A liberdade que tanto foi desejada na tomada de poder de um outro ditador, deixou o povo cubano atônito e uma marca, que não foi a do salvador da pátria, mas o defensor de mais uma ditadura.  Viva fidel (que seus anos de vida possam ser menos doloroso do que você fez para com seus compatriotas) viva Che, e que o mundo possa se lembrar dos seus atos, que não foram pela liberdade nem tampouco para o bem do povo cubano.


R.Douglas Dias Rolim