quinta-feira, 6 de novembro de 2014

"O Papa de Hitler" ou Hitlers maior inimigo? Fatos Históricos e Análise do Debate Pio XII

  Hitler sando da igreja luterana(e não da igreja católica)



Desde 1999, vários livros e artigos analisaram o Papa Pio XII e sua liderança da Igreja Católica durante o Holocausto. Muitos deles são altamente crítico. Um encargos diz que Pio ajudaram nazistas fugir para a América do Sul. Outro livro que desmente, mas levanta a alegação de que o Papa estava muito preocupado com a centralização do poder papal. O próximo livro rejeita as acusações, mas levanta novos.E assim seguiram na luta para tentar fugir da verdadeira historia da luta contra os nazistas. A controvérsia sobre o Papa Pio XII e sua liderança durante a Segunda Guerra Mundial deriva em parte significativa de evidências incompreendido, argumentos ilógicos e história falsificados. Como um professor de direito, eu gasto uma boa parte do tempo a dizer aos meus alunos sobre a necessidade de descobrir todas as provas e, em seguida, para desenvolver uma explicação lógica que é responsável por isso. Quando se trata de Papa Pio XII, seus críticos sempre cometem erros tanto na apuração dos fatos ou em analisá-los corretamente. Às vezes eles em ambas as partes erradas. Os críticos mais fáceis de refutar aqueles que são tão inflexível em sua oposição a Pio XII (e muitas vezes a própria Igreja Católica), que fazem acusações totalmente injustificadas. Por exemplo, no livro O Papa de Hitler, o autor John Cornwell massacrando citações, tomou fatos fora de contexto, e passagens mal, bem mal traduzidas. Ele até alterou a foto na capa do seu livro e enganando os leitores sobre o acesso que a ele foi dado aos arquivos do Vaticano, tudo em um esforço para apoiar suas acusações contra a Igreja Católica, tudo farça do historiador farsante ou desonesto. No final, esse livro foi realmente um ataque contra o Papa João Paulo II. Com o tempo e espaço suficiente, é fácil dar um "tapa" na testa, após outro "tapa" na tese de Cornwell (e nas de autores que seguem sua liderança, como James Carroll e Daniel Goldhagen). De fato, em seu mais recente livro, Cornwell admite que "à luz dos debates e as provas seguintes Papa de Hitler", o Papa Pio XII "tinha tão pouco espaço de ação" que é impossível julgar seus motivos ", enquanto Roma estava sob o calcanhar de Mussolini e, posteriormente, ocupado pela Alemães. "Em outras palavras, ele já não está na análise que ele deu nesse livro. Infelizmente, o apelido de "Papa de Hitler" permanece para que os inocentes passem a continuar acreditando nas inverdades. Descartando a Evidência Crítico Papal Susan Zuccotti apresentou uma situação um pouco diferente, com seu livro, debaixo do seu do Windows. Ela visitou arquivos em toda a Itália e encontrou evidências de numerosos bispos católicos, padres, freiras e leigos que arriscaram suas vidas para salvar judeus dos nazistas. Estas equipes de resgate creditado regularmente o Papa Pio XII, dizendo que ele quer encorajou-os ou lhes ordenou para ajudar os judeus.Zuccotti, no entanto, conseguiu encontrar nenhuma evidência escrita contemporânea de uma directiva papal, para que ela descontados ou demitidos seu testemunho. Por exemplo, ela disse que um bispo "pode ter considerado que é útil para fazer seus assistentes acreditam que eles estavam fazendo o trabalho do Papa." Ela sugeriu que as freiras que disse o Papa ordenou seus conventos aberta para refugiados judeus estavam "ansiosos que Pio XII recebe crédito pelo trabalho de sua ordem. "Ela disse que uma carta do Congresso Mundial Judaico agradecendo ao Papa por ajudar judeus livre presos não era crível porque o autor" deve ter conhecido melhor. "Ela atribuiu a gratidão do povo judeu ao Papa após a guerra de "ignorância benevolente." Ela sugeriu que os capelães judeus mentiu porque eles estavam "ansiosos para proteger e preservar o frágil boa vontade entre judeus e não-judeus." Ela descartou cartas de agradecimento de povo judeu, porque "a Santa Sé havia feito nada mais para os internados judeus do que para os não-judeus. "Outras contas favoráveis dos esforços do Papa para ajudar os judeus eram chamados de" menos do que honesto.  "Testemunho do futuro Papa Paulo VI foi demitido porque, segundo Zuccotti, ele" sabia perfeitamente bem "que sua declaração foi mal. Após o lançamento de seu livro, os investigadores encontraram duas cartas enviadas por Pio durante a guerra que tinha incluído somas de dinheiro a ser usado para o benefício dos refugiados e prisioneiros judeus. Assim, temos agora o depoimento de equipes de resgate, vítimas, alemães, judeus, padres, freiras, sete cardeais e dois papas. Nós também temos provas escritas recentemente descobriu que Zuccotti pensei não existia. Como Ben Franklin disse: "Não há nada tão horrível na natureza como ver uma bela teoria assassinado por uma gangue feio dos fatos." Autor Peter Godman apresentado um tipo semelhante de problema em seu livro, Hitler e do Vaticano. Godman recebido alguma atenção, porque ele foi o primeiro autor a sair correndo de um livro depois que o Vaticano abriu alguns arquivos anteriormente fechadas. Sua análise foi altamente crítico de Pio XII, mas seu livro foi realmente útil para os defensores do pontífice. Os documentos que ele escreveu sobre, ao contrário de sua análise, revelou um papa (Pio XI) e seu conselheiro superior (Eugenio Pacelli, futuro Pio XII) lutando para ajudar as vítimas dos nazistas, independentemente de raça ou religião, sem colocar em risco mais pessoas inocentes. A Plot Revelado O livro mais recente é de Dan Kurzman uma missão especial: plano secreto de Hitler para Aproveite o Vaticano e Kidnap Papa Pio XII. De certa forma, é o outro lado do livro de Godman. Ele se concentra em general Karl Wolff, chefe de polícia alemão e comandante da SS na Itália ocupada. Em 1943, Hitler ordenou Wolff para elaborar um plano para invadir o Vaticano e sequestrar o papa. Esta história é conhecida há mais de 40 anos, mas nunca foi objecto de uma análise do livro-comprimento. Kurzman entrevistados Wolff e dezenas de outras testemunhas, e ele analisou os documentos pertinentes. Depois deste livro, que vai ser difícil para os críticos de negar o ódio de Hitler de Pio XII, o sentimento recíproco do Papa, ou que o Führer deu a ordem para invadir o Vaticano. Por outro lado, o livro tem alguns erros factuais bastante graves. Para dar apenas dois exemplos, Kurzman deixa a impressão de que diplomatas aliados estavam descontentes com o papa. Arquivos americanos abertos recentemente, no entanto, não deixam dúvida de que os Aliados bem entendido que Pio foi totalmente do seu lado. Kurzman também diz que, em um artigo de jornal Pio expressa uma equivalência moral entre a morte de um grupo de nazistas e retaliação nazista contra Romanos inocentes. Kurzman novamente temos os fatos errados. O artigo de jornal em questão foi escrito antes da retaliação; a declaração do Papa foi um apelo para que os nazistas para não retaliar. Os maiores problemas neste livro, no entanto, não são os erros factuais, mas a análise do Kurzman, especialmente quando ele especula sobre as motivações. Mais e mais Kurzman-que é geralmente de suporte de Pio-fala sobre o medo de uma declaração do Papa e do medo de uma represália nazista de Pio XII de Hitler. Ele sugere que, se somente o Papa tinha falado com mais força que ele poderia ter terminado o Holocausto. Kurzman aceitou essa tese tão plenamente que, quando confrontado com a evidência de que o objetivo do plano de sequestro era "vingar o protesto papal em favor dos judeus", diz ele, deve ter sido "um clamor papal esperado" que nunca aconteceu. Kurzman inventa esse argumento, embora ele em outro lugar (p. 60) aponta corretamente que Hitler particularmente oposição Pio porque esse "demônio de vestes brancas" se atreveu a opor-se a ele! Certamente Hitler não queria outra condenação papal aberto e Pio não queria uma invasão, mas nenhum dos dois foi motivado pelo medo sobre estas matérias. Hitler manteve as condenações longe do público e lançou versões editadas que apoiaram seus propósitos. Pio percebeu isso e focado em ações que realmente levaram a resultados positivos. Considerando todas as diferentes combinações de fatos e análises críticas do Papa Pio XII, que quase parece que houve uma desonestidade refrescante sobre o Papa de Hitler. Não havia dúvida sobre o local onde o autor estava; seus fatos e sua análise foram manchados para apoiar suas opiniões tendenciosas. Um autor como Kurzman apresenta talvez o caso mais difícil. Ele está tentando escrever coisas positivas sobre Pio XII, e seu grande tema é um passo importante. Seus preconceitos, no entanto, tornar o seu livro não confiável quando se trata de detalhes. Aceitação da idéia de que Pio só precisava falar com mais força para acabar com o Holocausto de Kurzman é uma triste lembrança do impacto os críticos tiveram sobre a reputação de Pio XII. Também pode ser visto como uma chamada para os braços. Nós ainda temos muito trabalho a fazer para que a verdade sobre a história católica ea fé católica será conhecido. 

Ronald J. Rychlak é reitor adjunto e MDLA Professor de Direito na Universidade de Mississippi
Faculdade de Direito. Ele é o autor de Hitler, a guerra, e o Papa (2000) e Gentios Justos: Como Pio XII e da Igreja Católica Salvo meio milhão de judeus dos nazistas (2005). Mais informações estão disponíveis no www.Pius-XII.com

A liberdade, o libertário e os que lutam contra.

Um desabafo.

A liberdade de expressão não é e nem deve ser monopólio de A e nem de B, espera-se de quem luta contra ou a favor de manter a liberdade, que seja no minimo condescendente com a ideia de que a liberada ainda é aquilo que temos de mais sagrado. Pois liberdade é isso, inclusive de não concordar com nada do que eu escrevo em letras tortas, (sem saber usar até mesmo algumas pontuações e verbalizações que se fazem necessário em alguma parte daquilo que escrevo) mal (ou mau) escritas e sem fundamento nenhum. O importante é a liberdade, não essa liberdade demagoga e do politicamente correto, não essa liberdade torta e monopolistas do pensamento alheio, o transformando em único e absolutamente aceito sem contestação....liberdade de expressão é aceitar ou não a opinião alheia, debater ou não assuntos que nos trazem a tona algo que nos chamem a atenção. O direito de dizer aquilo que se quer, sem denegrir a pessoa humana, é liberdade louvável. liberdade até mesmo de dizer o que se quer xingando (não deixa de ser liberdade, embora nosso código penal nos diga que devemos manter o respeito e estamos sob o julgo de pena civil, se alguém estiver ofendido pelos xingamentos) em um debate, ou em um jogo de futebol de várzea...Liberdade é isso, ou pelo menos ainda é, se é que é, eu afirmo que deveria ser, acho que é. Tem que ser, ou talvez, para alguns melhor seria não ser, melhor não ter liberdade, melhor não lutar por liberdade, melhor não ter alguém ou vários que se oponha ou tenha uma visão diferente de mundo. Não me chamem para lutar contra a liberdade (sou a favor dela), nem me chamem para pedir um golpe militar (debater o período militar e o período de 64 ou até antes no campo das ideias acadêmicas e historiográficas, tanto sobre o tempo, espaço e os acontecimento, é cabível e salutar, em uma mesa redonda ou em qualquer lugar. Mas jamais querer uma golpe ou uma militarização em nosso modelo de governo, isso não, jamais. Em fim, liberdade importa, não façamos do cerceamento dela virar rotina em nosso país que tanto sofre pela falta de tantas outras liberdade que eu não destaquei aqui, pois não existe só uma liberdade existe tantas outras, seja aquela liberdade de não poder mais ficar até 11 horas na calçada de sua casa, conversar com seus vizinhos, indo até a liberdade econômico que ainda se arrastando por aqui... Em fim a liberdade importa...amemos a liberdade como se ela fosse sua, como se ela fosse nossa, pois as futuras gerações iram agradecer...


Roberto Douglas Dias Rolim

COMO JESUS CHEGOU A SER NAZISTA NO PROTESTANTISMO ALEMÃO

(foto do Instituto)
O maior sinal cristão é profanado
* Obs. As Bandeiras contendo a Cruz cristã com a Suástica nazista no centro,símbolo dos Deutsche Christen, protestantes nazistas -
daí as letras D e C na cruz.

“A base da minha apresentação é material de arquivo que faz poucos anos descobri na Alemanha.
Evidencia a existência dum pseudo-instituto de pesquisa para teólogos, o qual se assemelha a outros institutos pseudocientíficos para a”pesquisa dos judeus”, os quais foram instalados em quase todos os âmbitos acadêmicos da Alemanha durante o “Terceiro Império”. No meio dia do sábado de 6 de maio de 1939, um grupo de teólogos, pastores e freqüentadores de igreja protestantes e reuniu na Wartburg histórica para, repleto de orgulho luterano e nacional-socialista, celebrar a abertura oficial do”Institut zur Erforschung und Beseitigung des jüdischen Einflusses auf das deutsche kirchliche Leben” [Instituto para a pesquisa e eliminação da influência judaica na vida eclesial alemã]. Os fins do instituto eram tanto políticos como também teológicos. Nos seis anos da sua existência, durante os quais o regime nazista cometeu o genocídio nos judeus, o instituto definiu de novo o Cristianismo como uma religião germânica. O fundador desta, o ariano Jesus, teria lutado corajosamente para destruir o Judaísmo e teria caído vítima na luta, assim que os alemães agora estariam exortados a chegar a serem vencedores na própria luta de Jesus contra os judeus.Membros do instituto e muitos outros no Império trabalhavam dedicadamente “para o Führer [Líder, Dirigente = Adolf Hitler]“, como Ian Kershaw o formulou, para ganhar a luta contra os judeus. Na Alemanha nazista, a “higiene de raça” chegou a ser uma disciplina, na qual era ensinado como o corpo, em que o espírito ariano habita, possa ser protegido; a teologia desse instituto se dedicava à assistência a esse espírito.A maioria dos membros e especialmente o diretor acadêmico do instituto, Walter Grundmann, professor para Novo Testamento em Jena, se via como vanguarda teológica, a qual se dedicava a resolver dum problema que já faz muito tempo atormentava: Como se pode tirar uma fronteira clara e explícita entre o Cristianismo primitivo e o Judaísmo, eliminando todos os vestígios de influência judaica da teologia e prática cristãs? os membros do instituto se viam em condição para recuperar o Jesus historicamente genuíno, não judaico, fazendo a mensagem cristã compatível com identidade alemã contemporânea. Quiseram limpeza, autencidade e uma revolução teológica — tudo em nome do método histórico-crítico e da sua dedicação ao “Deutschtum”. Alcançar isso eles quiseram pela extinção do judaico do cristão. Nem uma mensagem cristã que estivesse com judaico poderia ser útil a alemães,nem uma mensagem judaica poderia ser uma doutrina exata de Jesus. Esta era, assim declarou, comparável como aquela da reformação: Os protestantes precisam hoje superar o Judaísmo como Lutero superou o catolicismo. A eliminação da influência judaica à vida alemã seria uma interpelação à situação religiosa alemã daquele tempo.Como as pessoas no tempo de Lutero não podiam imaginar um Cristianismo sem o papa, assim não poderiam hoje em dia — assim Grundmann — os cristãos imaginar uma salvação sem o Antigo Testamento.A Bíblia, assim Grundmann continuou, deveria ser limpada, a sua qualidade não-falsificada restituída, para anunciar ao mundo a verdade sobre Jesus, a saber que era um ariano, o qual aspirava a destruição do Judaísmo. De 1939 a 1945, o instituto funcionou como uma grande cobertura, sob a qual se podia articular um grande número de posições teológicas antijudaicas de cientistas e pastores.Alguns, como o próprio Grundmann, empenhavam-se para o afastamento do Antigo Testamento da Bíblia cristã., porque é um judaico. Outros, como Johannes Hempel, professor do Antigo Testamento na Universidade de Berlim, tentavam a manter o Antigo Testamento para os cristãos, já que era no fundo uma mensagem sobre o povo de Israel (e não sobre os judeus), a qual seria importante para o povo alemão ouvir. O que unia os membros do instituto era a confissão para a exterminação do judaico como meio para a limpeza do Cristianismo e da Alemanha.No público conhecido como “instituto de desjudiação” o instituto era o instrumento da Igreja Protestante para a propaganda anti-semita. Grundmann escreveu em 1941:”Então, porém, o nosso povo que está na luta, contra os poderes satânicos do judaísmo mundial, por ordem e vida deste mundo em geral, com direito lhe dá a despedida, pois não pode lutar contra o judeu e abrir o seu coração ao rei dos judeus. “Com a prova de que Jesus era, não judeu, mas sim adversário dos judeus, Grundmann ligou o trabalho do instituto com os esforços de guerra dos nazistas.A extensão da força de atração do instituto era notável: professores universitários, docentes e estudantes evangélicos de teologia em todo o Império chegaram a ser membros do instituto. Os membros eram subdivididos em grupos de trabalho, produzindo dentro de um ano uma versão “desjudizada” do Novo Testamento, um cancioneiro “desjudizado”, um catecismo nazificado e um grande número de livros e panfletos para leigos e cientistas, nos quais expuseram os seus argumentos teológicos. Teoria racista e TeologiaA minha pergunta abrangente é porque a teoria de raça era atrativa para teólogos protestantes da Alemanha durante a primeira metade do século 20, e porque era tão fácil interpretar o Cristianismo em categorias racistas.O racismo que se espalhou na segunda metade do século 19 na Europa, atraia protestantes alemães, primeiro, como componente nacionalismo. Com o século 20, porém, o racismo, especialmente o anti-semitismo, chegou a ser um meio da modernização do Cristianismo e da legitimização das suas doutrinas. Jesus foi apresentado, primeiro como adversário do Judaísmo, a seguir como inimigo deste e, finalmente, como ariano. Porque um número tão grande de teólogos e pastores protestantes alemães foi atraído pela teoria de raças e que criou uma autêntica teologia de raças? Quais ganhos teológicos alcançaram pelo racismo?
A Igreja Nacional do Reich ou Igreja do Reich (em alemão: Reichskirche) foi uma igreja protestante da Alemanha nazista, cujo objetivo era abranger e nazificar todos os alemães protestantes numa única instituição.Foi criada em julho de 1933, quando os representantes das igrejas protestantes alemães escreveram uma constituição para uma Igreja do Reich, criada à partir da fusão das 28 igrejas luteranas e reformistas alemães, que englobavam em torno de 48 milhões de adeptos. Sua criação foi formalmente reconhecida pelo Reichstag no dia 14 de julho.A ideologia da Igreja do Reich era baseada no “cristianismo positivo”. Durante a Segunda Guerra Mundial o regime nazista visava aplicar um programa de trinta pontos para a Igreja do Reich, no qual, pretendia-se substituir o cristianismo pelo paganismo germânico, eles foram apresentados por Alfred Rosenberg,editor do Völkischer Beobachter, assumidamente pagão, dentre os pontos mais importantes estão:1. A Igreja Nacional do Reich da Alemanha afirma categoricamente o direito e o poder exclusivos de controlar todas as igrejas na jurisdição do Reich: declara serem elas as igrejas nacionais do Reich alemão.  A Igreja Nacional se dispõe a exterminar irrevogavelmente (…) as crenças cristãs estranhas e estrangeiras trazidas para a Alemanha no malfadado ano de 800. A Igreja Nacional não tem escribas, pastores, capelães ou padres, mais oradores do Reich para falar em seu nome. A Igreja Nacional exige a imediata publicação da cessação e difusão da Bíblia na Alemanha. Imediatamente após a criação da Igreja do reich, surgiu uma luta para a eleição de seu Bispo.O Führer Adolf Hitler insistia que ele devia ser dado à Ludwig Müller, o conselheiro de Hitler em assuntos da Igreja Protestante e chefe dos “cristãos alemães” (um grupo protestante neo-pagão). Os dirigentes da Federação das Igrejas propuseram o pastor Friedrich von Bodelschwing, porém, o governo nazista interveio, dissolveu uma quantidade de organizações eclesiásticas provinciais, suspendeu diversos importantes dignitários das igrejas protestantes, utilizando a S.A e a Gestapo, aterrorizando os que apoiavam Bodelschwing. Na véspera da eleição dos delegados ao sínodo que escolheria o bispo do Reich, Hitler pessoalmente ocupou o rádio para exortar à eleição os cristãos alemães, dos quais Müller era candidato. Bodelschwing retirou sua candidatura,e a eleição apresentou uma maioria de cristãos alemães que em setembro, no sínodo de Wittemberg, local escolhido por ser onde Martinho Lutero pela primeira vez desafiara a Igreja Católica, Müller foi eleito bispo do Reich. No dia seguinte o dr. Reinhard Kraise propôs em uma reunião que o Antigo Testamento, de origem judaica fosse abandonado e o Novo Testamento fosserevisto de acordo com as doutrinas nazistas, mais sua idéia foi considerada exageradamente extremista e foi abandonada e Kraise suspenso.

Fonte: http://caiafarsa.wordpress.com/a-igreja-de-hitler/

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Pedofilia e seus amantes

Entre 1943 e 1944 a França estava sob ocupação nazista e Simone de Beauvoir escolheu trabalhar como diretora para a Radio Vichy (1). A Rádio Vichy era uma rádio de propaganda pró-nazista que colaborava ativamente e constantemente com o partido nacional-socialista.(2)

Agora, por que Simone de Beauvoir escolheu trabalhar na Radio Vichy e colaborar com Hitler??

O fato é que nesta época ela não podia mais espalhar suas doutrinas totalitárias através do meio acadêmico, então decidiu fazer isso por outros meios. Ela estava impedida de doutrinar a massa ignorante trabalhando como professora , uma vez que as crescentes acusações de pedofilia e seu comportamento contra menores de idade haviam causado a sua demissão. (3)

Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre adoravam joguinhos sexuais à três com novinhas (4). Tanto é que ambos assinaram uma petição francesa em 1977 para a legalização da pedofilia e pela libertação de três indivíduos que estavam presos por explorar sexualmente diversos garotos e garotas de 14 anos para baixo. (5), (6), (7).

A luta de Simone de Beauvoir pela legalização e pelo apoio popular da pedofilia foi uma constante em sua vida.

Um dos idolos de Simone de Beauvoir foi o ditador Fidel Castro (8), outro foi o famoso homofóbico, assassino e estuprador de mulheres, Che Guevara, o racista o qual ela admirava e apoiava para que seus desejos violentos e ditatoriais fossem colocados em prática.(9)

(1) - http://my.telegraph.co.uk/expat/stephenclarke/10151800/10151800/
(2) - https://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/Holocaust/VichyRegime.html
(3) - http://opinionator.blogs.nytimes.com/2013/05/19/savile-beauvoir-and-the-charms-of-the-nymph/
(4) - http://avecbeauvoir.wordpress.com/2013/08/01/70-anos-de-a-convidada/
(5) - http://pt.wikipedia.org/wiki/Petições_francesas_contra_a_idade_de_consentimento
(6) - https://www.ipce.info/ipceweb/Library/00aug29b1_from_1977.htm
(7) - http://pedocriminalites.blogspot.com.br/2012/03/le-monde-petition-du-26-janvier-1977.html
(8) - http://38.media.tumblr.com/cb76bc5f720d6f79f55052dd39d4f5bc/tumblr_n7o7o0P2fg1qb5ejqo1_500.jpg

terça-feira, 4 de novembro de 2014

O que tenho contra o Che?
















O que tenho contra Che, não esta escrito no peito feito tatuagem, na camisa da moda vestida por uma anticapitalista endinheirado, um revolucionário de boutique, não esta estampada nos ternos militares que ele tanto gostava de usar. Na verdade a pergunta seria: o que Che tinha contra os negros, homossexuais, cristianismo e contra a liberdade? O mito, criado as custas de Hollywood a quem Che tanto criticava, o anti-americanismo de corpo e alma, sem foi seu forte na boca e na escrita, abaixo o capitalismo, gritava o Che...O mito, que fez vários artistas do rock, do pop, dos ritmos cubanos, saírem (ou socialismo ou morte se ficassem)  do país pelo simples fato de não concordarem com o modelo que ali estava sendo instalado. Não podia tocar o rock americano, não podia fazer teatro com ilustrações da grande águia e olho latente do simbola americano. A liberdade que tanto foi desejada na tomada de poder de um outro ditador, deixou o povo cubano atônito e uma marca, que não foi a do salvador da pátria, mas o defensor de mais uma ditadura.  Viva fidel (que seus anos de vida possam ser menos doloroso do que você fez para com seus compatriotas) viva Che, e que o mundo possa se lembrar dos seus atos, que não foram pela liberdade nem tampouco para o bem do povo cubano.


R.Douglas Dias Rolim

Keynes e suas simpatias pelos "experimentos" do nazismo e do fascismo

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Outras razões para se pôr em dúvida o liberalismo de Keynes se devem à sua atitude, nas décadas de 1920 e 1930, com relação aos "experimentos" ocorridos no continente europeu no campo da economia planejada. Sobre as políticas econômicas do nacional-socialismo alemão e do fascismo italiano, Keynes por diversas vezes manifestou um ponto de vista surpreendente para alguém considerado um modelo de pensador liberal. Nesse particular, estão em questão dois textos: o prefácio à edição alemã de A Teoria Geral (Keynes 1973b, pp. xxv–xxvii) e o ensaio "National self-sufficiency" (Keynes 1933; também incluído em Keynes 1982a, pp. 233–46).
No prefácio, Keynes afirma que está se desviando da "tradição inglesa clássica (ou ortodoxa)", a qual — como observa — jamais prevaleceu por completo no pensamento alemão. "Tanto a Escola de Manchester quanto o marxismo derivam em última instância de Ricardo. ... Mas na Alemanha sempre houve amplos setores da opinião que não aderiram nem a um, nem a outro. ... Talvez, portanto, eu possa contar com uma menor resistência da parte dos leitores alemães do que da parte dos ingleses ao oferecer uma teoria do emprego e da produção como um todo, a qual apresenta divergências da tradição ortodoxa em pontos importantes" (1973b, pp. xxv–xxvi).
Para seduzir ainda mais os leitores da Alemanha nacional-socialista, Keynes acrescenta: "Os exemplos e as explicações de boa parte do livro a seguir remetem principalmente às condições vigentes nos países anglo-saxões. Não obstante, a teoria da produção como um todo, que é o que este livro tenciona oferecer, se adapta muito mais facilmente às condições de um estado totalitário, e não às condições de livre concorrência e uma grande medida de laissez-faire." (1973b, p. xxvi).
Roy Harrod não menciona o prefácio em sua antiga biografia de Keynes (1951).[1]  Robert Skidelsky alude a sua "redação infeliz", e deixa por isso mesmo (1992, p. 581). Alan Peacock escreve a respeito da passagem (sem reproduzi-la) na qual Keynes menciona "que o governo alemão (nazista) à época seria mais simpático às suas ideias sobre o efeito das obras públicas na criação de empregos do que o governo britânico" (1993, p. 7). A interpretação, contudo, vai de encontro ao sentido evidente do texto: não é que os líderes nazistas fossem, por acaso, mais simpáticos a uma das propostas de Keynes em especial, mas sim que, na opinião de Keynes, sua teoria "se adapta muito mais facilmente às condições de um estado totalitário". Peacock ainda diz que "há controvérsias quanto ao prefácio ter sido traduzido corretamente ou não". Mas essa controvérsia em nada influi no trecho aqui reproduzido, já que ele foi extraído do manuscrito inglês de Keynes.[2]
Com frequência, economistas da Alemanha nazista faziam referências a Keynes com o intuito de defender as políticas econômicas ostensivamente antiliberais do nacional-socialismo. Otto Wagener, que tinha chefiado um departamento nazista de pesquisas econômicas antes da tomada do poder, deu a Hitler uma cópia do livro de Keynes sobre dinheiro por considerá-lo "um tratado bem interessante", o qual transmitia a sensação de que o autor estava "bem adiantado e vindo em nossa direção mesmo sem estar familiarizado conosco, nem com nosso ponto de vista" (citado em Barkai 1977, pp. 55, 57, 156).  
O lançamento da edição alemã de A Teoria Geral foi recebido com críticas veiculadas em publicações que tinham conseguido guardar alguma distância das políticas econômicas nazistas oficiais, ao passo que um apologista nazista na cidade de Heidelberg saudou-o "como a justificação do nacional-socialismo". O próprio Keynes comentou que as autoridades alemãs haviam permitido a publicação "em um papel [que era] um tanto melhor que o de costume, a um preço não muito acima que o de costume" (ambas as citações em Skidelsky 1992, pp. 581, 583).
Um exemplo ainda mais relevante das dificuldades de classificar Keynes como um liberal é seu ensaio "National self-sufficiency" (Keynes 1933, 1982b, pp. 233–46).[3] Nele, o laissez-faire e o livre mercado são tratados com o desdém característico do Círculo de Bloomsbury. No passado, haviam sido vistos "quase que como uma parte das leis morais", compondo o "fardo de enfeites obsoletos que o espírito carrega para lá e para cá" (Keynes 1933, p. 755). Bem diferente, no entanto, é a posição de Keynes com relação a doutrinas extremamente populares à época em que escreveu. "A cada ano fica mais evidente que o mundo está embarcando em uma série de experiências político-econômicas" à medida que os pressupostos do livre mercado do século XIX são postos de lado. E quais são essas "experiências"? Aquelas em curso na Rússia, Itália, Irlanda (sic) e Alemanha. Até a Grã-Bretanha e os Estados Unidos têm se empenhado em adotar "um novo plano" (p. 761).
Keynes é estranhamente agnóstico com relação às chances de sucesso desses vários projetos: "Não sabemos quais serão os resultados. Imagino que todos nós estejamos prestes a cometer muitos erros. Ninguém é capaz de dizer qual dos novos sistemas comprovará ser o melhor. ... Cada um de nós tem sua preferência. Não acreditando que já estejamos salvos [sic], cada um de nós gostaria de ter uma chance de encontrar um caminho para a própria salvação" (pp. 761–62).
Ele admite que "no que diz respeito aos pormenores econômicos, em contraste aos controles centrais", prefere "manter privado o máximo possível de decisão, iniciativa e empreendimento" (p. 762). Contudo, "na medida do possível, não podemos estar sujeitos à influência das mudanças econômicas ocorridas em outros lugares, para podermos proceder às experiências de nossa preferência com vistas ao ideal de república social do futuro" (p. 763).
À época em que Keynes escreveu esse artigo, era costume associar a doutrina da "auto-suficiência nacional", que ele pregava, ao nacional-socialismo e ao fascismo. Quando Franklin Roosevelt atacou a conferência econômica de Londres, em junho de 1933, o presidente do Reichsbank, Hjalmar Schacht, declarou ao Völkischer Beobachter(jornal oficial do Partido Nazista), em tom presunçoso, que o líder norte-americano tinha adotado a filosofia econômica de Hitler e de Mussolini: "Tomando nas próprias mãos as rédeas de seu destino econômico, você ajuda não apenas a si mesmo, mas ao mundo inteiro" (Garraty 1973, p. 922).
Keynes admite que muitos desacertos estão sendo cometidos em todas as tentativas de planejamento ao redor do mundo.  Embora Mussolini possa estar "adquirindo prudência e bom senso", "a Alemanha anda à mercê de irresponsabilidades desenfreadas — embora seja cedo demais para julgá-la."[4] Ele reserva suas críticas mais severas à Rússia de Stalin, exemplo histórico talvez sem precedentes de "incompetência administrativa e do sacrifício de quase tudo que faz a vida valer a pena em nome de cabeças-duras" (p. 766). "Que Stalin sirva como um exemplo pavoroso para todos que tentarem realizar experiências", declara Keynes (p. 769).
Contudo, sua crítica a Stalin — que até então já havia condenado à inanição milhões de pessoas na Ucrânia, e que enchia de outros milhões os gulags de Lênin — é curiosamente oblíqua e excêntrica.  O que a experiência socioeconômica soviética, juntamente com as demais, necessita acima de tudo é de uma "crítica audaciosa, livre e desapiedada".  Mas
Stalin eliminou todas as mentes criticas e independentes, mesmo aquelas que, em geral, lhes eram simpáticas.  Ele produziu um ambiente no qual os processos mentais são atrofiados. Os suaves espasmos do cérebro ficam enrijecidas. A vociferação multiplicada dos alto-falantes substitui as delicadas inflexões da voz humana. Os berros da propaganda aborrecem até os pássaros e animais do campo, induzindo ao estupor. (p. 769)
"Cabeças-duras... cérebros enrijecidos... aborrecimento... estupor". O leitor pode julgar por si mesmo se essa crítica — parecida com a insistência com que John Stuart Mill repisava a suma importância das discussões e debates intermináveis — é apropriada aos malfeitos praticados por Stalin e pelo poderio soviético a partir de 1933.
Por fim, uma passagem do ensaio, como consta da primeira versão, no Yale Review, é omitida em The collected writings:[5] "Mas exerço minhas críticas como alguém de coração amistoso e simpático às experiências desesperadas do mundo contemporâneo, alguém que lhes quer bem e que deseja seu sucesso, alguém que tem em vista suas próprias experiências e para quem, em última instância, não há no mundo o que não seja preferível àquilo que os relatórios financeiros costumam chamar de 'a melhor opinião de Wall Street'" (Keynes 1933, p. 766).
O comentário de Skidelsky a respeito do ensaio é lacônico e irrelevante: "Como observou Keynes, nos artigos 'National self-sufficiency' [o ensaio foi publicado em duas partes na revista The New Statesman and Nation], as experiências sociais estavam na moda; independentemente da procedência política, todas tinham em vista um papel bastante dilatado para o governo e um papel extremamente restrito para o livre comércio" (1992, p. 483). Nem de longe essa descrição parece suficiente.
Durante as décadas de 1920 e 1930, a insistência de Keynes nas maravilhas dos "experimentos" da engenharia social acabou se tornando quase risível. Outro exemplo consta do ensaio "The end of laissez-faire" no qual ele escreve: "Eu critico o socialismo de estado doutrinário não porque ele procure mobilizar os impulsos altruístas dos homens em prol da sociedade, nem porque se afaste do laissez-faire, nem porque exclua a liberdade natural do homem de se tornar milionário, nem porque tenha a coragem de promover experiências audaciosas. Todas essas coisas eu aplaudo" (1972, 290, grifo meu).
A esta altura, a pergunta que fica é: como pode alguém que expressou uma ávida simpatia pelos "experimentos" de nazistas, fascistas e comunistas stalinistas, e que reservava zombarias triviais ao livre funcionamento da sociedade do laissez-faire, ser considerado um exemplo acabado de liberal, se é que se pode chamá-lo de liberal?[6]

No próximo artigo, as ligações de Keynes com proeminentes comunistas.


[1] Em extensa nota de rodapé, Michael Heilperin comenta a ausência de referências a esse prefácio na obra de Roy Harrod (1951), maior biógrafo de Keynes à época em que Heilperin escreveu. Em vista da repressão à liberdade acadêmica e a outras liberdades, na Alemanha nazista, Heilperin chama o lisonjeiro texto de Keynes de "mancha indelével em seu histórico de liberal" (1960, 127 n. 48).
[2] A discussão envolve algumas frases que constam da edição alemã, mas não do manuscrito de Keynes; contudo, não parece que essas frases incriminem ainda mais o autor, a não ser pelo uso da expressão "eminente liderança nacional [Führung]", com conotação positiva. Seja como for, é provável que Keynes aprovasse os acréscimos. Ver Schefold 1980.
[3] A versão constante em The collected writings é das edições de 8 e 15 de julho de 1933 da revista The New Statesman and Nation. Contudo, primeiro o ensaio foi publicado na revista Yale Review. As citações que fazemos aqui são desta segunda versão, Keynes 1933. Heilperin afirma que, "em vista de sua brevidade, [esse ensaio] pode ser considerado um dos textos mais significativos de Keynes" e comenta que o autor minimiza o caráter totalitário dos regimes em discussão: "Estavam fazendo uma experiência — e é isso que torna maravilhosas as coisas!" (1960, 111). Aqui, Heilperin consegue captar o espírito fundamental desse trabalho e das ideias de Keynes ao longo de muitos anos.
[4] Essa e outras críticas à Alemanha nazista foram omitidas da tradução alemã, evidentemente que com a permissão de Keynes; ver Borchardt 1988. Embora ciente da versão da Yale Review, Borchardt prefere citar o ensaio de The collected writings, desse modo superestimando seu teor liberal.
[5] Este trecho deveria constar de The collected writings depois de "Pois não se pode esperar que eu aprove todas as coisas que hoje são feitas no mundo político em nome do naturalismo econômico. Longe disso." (Keynes 1982b, 244). Do mesmo modo, a versão em The collected writings omite alguns outros trechos, de pouca importância, que aparecem na Yale Review. Não se vê nenhuma indicação, por parte do editor da compilação, de que a versão nela incluída seja diferente daquela publicada na Yale Review; além disso, ele identifica erroneamente a edição da revista, datando-a do "verão de 1933".
[6] Ao longo de sua carreira, Keynes foi um crítico incansável do princípio do laissez-faire. "The end of laissez-faire" (Keynes 1972, 272–294) é o título daquele que talvez seja o ensaio mais polêmico que escreveu. À época (1926), foi objeto de uma resenha de autoria do economista liberal italiano Luigi Einaudi (de modo algum um "doutrinário"), que comentou que o folheto não era exatamente original, nem era dotado de particular importância: a ideia de que ele representaria algum tipo de ponto histórico decisivo era "a mais pura fantasia" de críticos precipitados. Einaudi pergunta por que Keynes, "depois de ter voltado a pôr a regra do laissez-faire fora de combate, como princípio científico, não dedicou mais algumas páginas ao exame da importância que atualmente se atribui a essa regra, como norma prática de conduta? ... Será mesmo que a importância prática da regra do laissez-faire para a conduta dos homens é hoje menor que ontem?" Mesmo que as tarefas do governo tenham se tornado muito mais numerosas, essa concessão não "comprova a decadência da regra do laissez-faire, uma vez que é bem provável que, no mesmo período da ampliação da atividade pública e interferência em alguns setores da vida econômica, tenha ocorrido crescimento bem maior de novos tipos de atividade, nas quais o valor da antiga regra do laissez-faire ainda permanece intacto" (1926, 573).

membro sênior do Mises Institute, leciona história no Buffalo State College. É especialista em história da liberdade, na tradição liberal da Europa, e na relação entre guerra e ascensão do estado.

Fonte: http://www.mises.org.br/

5 mitos sobre a privatização que você provavelmente acredita

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Por Guilherme Dalla Costa (publicado originalmente emclubefarroupilha.com)

As privatizações no Brasil, assim como em qualquer outro lugar, são envolvidas de debates acalorados e ideológicos, onde um lado é acusado de entreguista, deentregar o patrimônio nacional, enquanto o outro possui, em geral, o monopólio da virtude. A questão, não é preciso dizer, é mais complexa do que isso. A intenção desse texto é apontar cinco pontos que mais geram discussão: a venda do patrimônio nacional, as estatais serem vendidas “a preço de banana”, as privatizações gerarem desemprego, elas prejudicarem o consumidor e, digno de um item a parte, o “roubo” do nióbio.
1. “Estão vendendo o que é nosso”
Quando alguém afirma que “o petróleo é nosso”, você deveria perguntar: e aonde está a minha gasolina de graça? A Petrobras, o “orgulho nacional”, não pode ser vendida – os recursos naturais são nossos! A coisa, é claro, não funciona assim. Primeiro, os recursos naturais pertencem ao governo, e quem aqui afirmar que o governo, com toda a corrupção, impopularidade e oposição, é nosso só pode estar delirante. Além do mais, se traçarmos a história das estatais brasileiras até sua criação, veremos que foram criadas, predominantemente, por ditaduras, senão ex-ditadores – é o caso da Petrobras, Vale, Telebras, COBRA, CSN e tantas outras. Se as estatais são do povo, por que elas foram criadas por gente que sequer foi escolhida por ele? É digno de risos dizer que o Estado represente o bem comum e defende nossos interesses, quem dirá suas crias!
Aceitemos então, leitor, que as estatais em si não nos pertencem. E quanto aos recursos que elas exploram? O ouro, o ferro, o petróleo, o nióbio estão em território nacional e portanto, nos pertencem, só precisando ser extraídos. A verdade é que todos esses recursos são tão nossos quanto o ouro de Minas Gerais era português. Apesar de eles existirem por si só e terem um preço no mercado internacional, eles não valem nada debaixo da terra, e que utilidade há em ter um subsolo rico e um “sobresolo” pobre?
A mineração de ferro da Vale foi de 100 milhões de toneladas anuais quando estatal para 300 milhões quando privada.
Entenda que a riqueza se dá em duas partes: o trabalho e o comércio. O trabalho é responsável pela extração do que antes não valia nada por estar debaixo do solo, e o comércio – a venda – nos dá uma compensação pelo que extraímos. Ter recursos naturais e não explorar é como ter um talento e não trabalhar: você pode ser o melhor músico do mundo, mas se não trabalhar para explorar esse talento e vendê-lo com shows, CDs e o que for, ele não vale absolutamente nada.
Qual o saldo final desse roubo? A Vale do Rio Doce pagou em impostos, em 2005, 2 bilhões de reais – três vezes o lucro dela quando estatal. Em 2011 foram 10 bilhões, além de 5,5 bilhões em salários e, com o aumento da produção, um fluxo de dólares para dentro do país. A empresa também investe sozinha 28 bilhões de reais, contra menos de 1 bilhão quando estatal. A CSN paga mais de um bilhão por ano. Se alguém “roubou nossas riquezas”, esse alguém foi o governo, ao escondê-las por tanto tempo.
2. Quanto vale a Vale?
Outro mito é de que vendemos nossas empresas “a preço de banana”. A Vale, por exemplo, foi entregue ao capital privado por menos 3,4 bilhões de dólares, sendo que hoje ela vale US$190 bilhões! Realmente ultrajante se visto de longe, mas pior ainda se visto de perto.
O que há para se ver de perto? Primeiro que é ridículo analisar o preço de uma companhia hoje com quando ela foi vendida. A Vale do Rio Doce valia, em 1997, por volta de 9 bilhões, com a estimativa mais otimista colocando o valor de mercado da empresa em 10,3 bilhões de dólares – valor usado pelo governo. Mais que isso: a venda do controle acionário foi acompanhada de uma transferência da estonteante dívida de 4 bilhões de dólares! 7,3 bilhões ainda parece pouco? Isso equivalia, na época, a 7,4 bilhões de reais. A inflação acumulada entre 1997 e 2014 foi 178,66%, o que corresponderia a 20.5 bilhões de reais atuais, dos 28 bilhões que a empresa valia. E quanto às reservas da Vale, a capacidade produtiva? A empresa tinha o lucro pífio de 756 milhões de reais – 49 vezes menos do que hoje -, e o ferro, maior fonte de receita da empresa, valia em 1997 apenas 17% do que vale hoje!
Evolução do preço do minério de ferro.
A Vale não só valia muito pouco como foi vendida por muito. E as outras empresas? A Embraer era deficitária, a Telebrás não possuía infraestrutura alguma, a CSN produzia quase nada e empresas como Fosfértil, Goiasfértil, Ultrafértil (!) e COBRA eram tão economicamente irrelevantes que você provavelmente nunca ouviu falar. A Telebrás foi vendida por 22 bilhões de reais e as licenças de operação para outras operadoras foram vendidas por 45 bilhões de reais. A Eletropaulo e outras companhias de distribuição elétrica foram vendidas por 22 bilhões de dólares. Bom seria se mais coisas por aqui tivessem esse precinho de banana.
3. “Perdi o emprego, a culpa é deles”
Outra estória contada por nacional-desenvolvimentistas, cepalinos e afins é a de que a desestatização das empresas gera desemprego. Gera? Gera, em um primeiro momento. Uma empresa que pouco lucra (se é que lucra), com material sucateado e afogada em dívidas precisa cortar pessoal não só por isso, mas pelos famosíssimos “cabides de emprego”. Toda a baixa produtividade da empresa por questões puramente tecnológicas se junta à típica ineficiência das pessoas que, tendo passado em um concurso, se contentam com a estabilidade do serviço público. No setor privado, porém, estabilidade se faz com trabalho duro, e quem não é bom o suficiente sai da folha de pagamento. A modernização é outro fator que gera desemprego. Se um funcionário com uma nova máquina trabalha por dois, não há por quê ter dois. A Vale, sempre um bom exemplo, perdeu mais de mil funcionários.
Mas e depois? Qual o saldo final, depois de décadas de governos desestatizadores? A Vale emprega, hoje, 119.00 funcionários; a CSN, 19.000. Após seis mil demissões as siderúrgicas do Vale do Aço, MG, empregam hoje 46.000 funcionários. A Embrar demitiu 4 mil funcionários dos 13 mil que possuía, e hoje contrata 17 mil pessoas. CSN, Açominas e Cosipas foram de 58 mil funcionários em 1989 para 43 mil em 1992. Hoje, as três empresas empregam 150 mil pessoas. Isso, é claro, são empregos relacionados apenas às estatais. A quebra do monopólio da Petrobras criou milhares de empregos, assim como a da Telebrás criou dezenas de milhares. A expansão da produção de ferro incentivou a indústria siderúrgica, a expansão da siderurgia impulsionou a da construção civil e automobilística que nós vimos na última década. Não menos relevante é o aumento da produtividade agrícola diante da desarticulação das estatais de fertilizantes, o que gerou empregos no complexo agro-industrial. Ganância não é vender empresas do governo. Ganância mesmo é ser contra a sua venda só para não perder o emprego ou ter que trabalhar mais.
4. “Bom mesmo era quando se mandava cartas”
Não se pode falar em privatizações sem falar na queda da qualidade dos serviços e no aumento dos preços. Um dos argumentos é o seguinte: a empresa do Estado cobra um determinado preço, e a privada cobra esse mesmo preço mais a sua margem de lucro. Até que ponto isso é verdade?
A alta do investimento estrangeiro coincide com a modernização e as desestatizações.
Podemos começar falando sobre a desestatização do setor de transporte ferroviário. A Rede Ferroviária Nacional, fundada em 1957, foi privatizada em 1996. Hoje, o número de acidentes caiu em 80% e o volume de carga transportado dobrou – isso sem falar que o setor foi de um prejuízo de 4 bilhões de reais anuais para um lucro de 2 bilhões! E isso é agora: entre 1997 e 2011 foram investidos 30 bilhões de reais na recuperação e expansão da malha ferroviária, e nós colheremos os frutos disso nos próximos anos. A América Latina Logística, muito presente no Rio Grande do Sul e a maior investidora, transporta hoje sete vezes mais do que em 1997!
Outro exemplo é o setor de energia. O governo controlava (e controla) o grosso da produção de energia nacional. O resultado? Em 2001 e 2002, após décadas de negligência, tornou-se frequente haver “apagões”. Tanto nesses anos quanto hoje, a culpa disso é predominantemente por falha da infraestrutura. A privatização de parte do setor elétrico acabou com isso, pois não era de interesse das distribuidoras que seu produto – a energia – deixasse de ser vendido. Hoje, com nova interferência do governo no setor de energia baixando a tarifa elétrica (que só beneficia realmente grandes indústrias) e dando subsídios – ou seja, dinheiro fácil, independente da qualidade do serviço – passamos novamente por um risco de blecaute. Coincidência?
O caso mais emblemático, porém, é o da comunicação. Ela foi muito mal feita, e nós substituímos um monopólio por um oligopólio. A Telebras cobrava caríssimo pelas linhas, demorava para instalar, o serviço era péssimo. Mesmo trocando um modelo sem competição por outro de pouca competição, a melhora nos serviços é imensurável. Se em 2002 o país possuía 1.7 milhão de linhas telefônicas, hoje ele possui mais de 250 milhões, ou seja, há mais de um telefone para cada brasileiro! Desses, 50 milhões são aparelhos com 3G. E o preço? Enquanto a inflação acumulada entre 2005 e 2011 foi de 35%, o preço da tarifa telefônica subiu meros 8%. Não satisfeitas, as empresas de telefonia oferecem serviços de internet para 50% da população brasileira. Dá pra dizer que não melhorou? Mas podia melhorar muito mais, se nos livrássemos da Anatel, que é um órgão ligado ao nosso querido governo.
5. “O metal mais importante do mundo!”
O Brasil tem as maiores jazidas de nióbio do planeta, incríveis 98% das reservas do mundo. Esse metal valiosíssimo, sem o qual a indústria aeroespacial jamais existiria, tem, porém, seu preço ditado pelos ingleses e é contrabandeado massivamente para fora do país, representando o maior roubo de nossa História desde que os portugueses aqui descobriram o ouro. O Brasil, ao invés de monopolizar esse precioso metal, tem a oferta dele controlada por empresas estrangeiras. Tudo culpa da abertura do mercado à empresas estrangeiras e das concessões. Deveríamos, portanto, ter uma nova Vale do Rio Doce para minerá-lo.
É uma pena, porém, que quase nada disso é verdade. Comecemos pela mais falsa (e hilária) parte: o contrabando de nióbio. O Brasil possui, de fato, 98% das reservas mundiais de nióbio, e ele se encontra aqui em maior concentração do que em qualquer outro país. Que concentração é essa? 2,4%. É um requisito para que algo seja contrabandeado que esse produto possa ser carregado facilmente, como o ouro, que se encontra na mesma concentração, porém se organiza naturalmente em pepitas, ou os diamantes. O nióbio, porém, está pulverizado no solo, ou seja, para que se contrabandeie apenas 1 kg do metal, seria necessário contrabandear outros 39 kg de pedra por refinar. É uma mentira ridícula não só pela inviabilidade de transporte, mas por que subornar os fiscais competentes sairia infinitamente mais caro do que pagar os quase inexistentes impostos, que podem ser vistos aqui.
O nióbio no Brasil é minerado predominantemente por duas empresas: a CBMM, nacional e responsável por mais da metade da produção mundial do minério, e pela Anglo American, empresa sul-africana que produz algo como 10% da extração da CBMM. Essa extração não só não é ilegal como muito bem documentada pelo Estado, como se pode ver aqui e aqui. Quem dita o preço, em última análise é a CBMM, ou seja, somos nós brasileiros que controlamos o preço internacional do commoditie. E pra que ele serve?
Dizer que a extração do nióbio se dá apenas por demanda da indústria aeroespacial é tão legítimo quanto dizer que o petróleo é extraído apenas por demanda da indústria de brinquedos chinesa. Esse setor representa uma parte ínfima das vendas. O que realmente movimenta a mineração é a construção de pontes, gasodutos e oleodutos, além de plataformas de petróleo e mesmo carros, que são construídos com uma liga de aço chamada ARBL. O motivo de se usar esse metal e não outro é por ele ser mais leve e resistente do que, por exemplo, o vanádio e o titânio. Isso explica o baixo preço do metal: não se constrói nada do que ele é usado o tempo todo, então a demanda flutua muito.
Por que, então, tendo um metal raro e tão útil nós não vendemos por um preço mais alto? Por que apesar de, como dito, ele ser mais leve e resistente, ele também tem o melhor custo benefício. Não existe nenhum motivo para se usar nióbio senão esse. Se o Brasil tentasse subir artificialmente o preço desse metal as siderúrgicas ao redor do mundo simplesmente comprariam titânio e vanádio. O nióbio, quem diria?, não é a salvação da pátria.
A lição a ser tirada
Apontar o que é verdade e mentira nos ajuda a tirar conclusões sobre o que nos faz bem ou mal. O saldo final das desestatizações é, portanto, positivo. Falar sobre certo ou errado, entreguismo ou nacionalismo e o que mais for é um debate que só cabe aos apaixonados e cegos, apegados a ideologias que nos prenderam ao atraso simplesmente por ser nosso atraso. Enquanto eles fazem juízo de valores, levemos em consideração apenas os fatos: a melhora nos serviços, o aumento do emprego, o maior retorno em impostos. Se nós queremos crescer, enriquecer e desenvolver, precisamos ter em mente que mais vale dinheiro na mão do que o orgulho de possuir estatais vergonhosas, de ter grandes reservas minerais e não ter leitos em hospitais. A única coisa que o subsolo mais rico do mundo fez até agora foi sustentar com muita eficiência os políticos mais caros do mundo.
As cifras e valores podem ser encontradas no livro A Guerra das Privatizações, de Ney Carvalho.
Guilherme Dalla Costa é acadêmico de Economia na UNIFRA, e escreve para o site do Clube Farroupilha.
As informações, alegações e opiniões emitidas no site do Clube Farroupilha vinculam-se tão somente a seus autores.