Alberto da Costa e Silva
Manilha é um bracelete de metal;
libambo é uma cadeia de ferro usada para prender escravos pelo pescoço. Os
principais tópicos possuem indicação de página; a referência é da edição de
2002 da Editora Nova Fronteira.
A
primeira notícia sobre escravos na África é de uma estela egípcia do faraó
Sneferu (4ª. Dinastia, 2.680 aC), anunciando a captura de 7.000 escravos
durante uma expedição militar à Núbia. A escravidão é muito comum no mundo
antigo, e a base da economia; Estrabão fala da conceituada classe dos
comerciantes de escravos (21). Na Grécia clássica, numa população de 315.000
pessoas, cerca de 115.000 seriam escravos; Atenas, então com 155.000
habitantes, tinha 70.000 escravos (20). Escravos vinham de toda parte,
inclusive da África; em dois episódios da Odisséia o herói Ulisses vai ao Egito
para capturar mulheres e crianças (21); um autor anônimo do séc. I dC fala da
escravidão em seu texto “Périplo do mar Eritreu”; da mesma forma Cosmas
Indicopleustes, no relato de sua visita à Etiópia (séc. VI dC); há relatos de
núbios servindo no exército persa de Xerxes (25). Mosaicos e esculturas romanas
representam africanos exercendo atividades como gladiadores, artistas de circo
e criados pessoais. Também na Antiguidade barcos indianos faziam transporte de
escravos trazidos da África; no século VI há relatos de escravos negros na
Indonésia e na China.
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