Quanto ao primeiro ponto, é comum ateus serem tolos ao ponto de achar que não possuem o ônus da prova.
A questão é: Ateísmo é uma afirmação de conhecimento, logo, necessita de ônus.
Nessa técnica, o neo-ateu tentará, a todo custo, dizer que por mais que ele faça alegações e alegações, ele nunca deverá mostrar nada; esse dever é única e exclusivamente dos cristãos ou dos teístas. Claro que esse é só mais joguinho sujo e torpe, que visa retirar a responsabilidade sobre as próprias afirmações e jogá-las para o lado do adversário. Cuidado: pode ser aplicado em ad nauseam, e arrisco dizer que normalmente o é.
A primeira conceito que devemos analisar é o ônus da prova. É um conceito simples, que significa aquele que tem a missão de defender e apresentar evidências para uma alegação.
E quem deve defendê-lo em um debate?
Filosoficamente, o ônus da prova funciona da seguinte maneira: todo aquele que faz uma afirmação de conhecimento em uma arena de disputa tem o ônus da prova. Essa afirmação de conhecimento pode ser tanto uma afirmação positiva – do tipo “O Internacional de Porto Alegre tem 3 títulos brasileiros” – como uma afirmação negativa tal qual “Não existe um São Bernardo no meu banheiro”. Quem afirmar uma dessas sentenças, tem que fundamentar o seu caso.
Um discurso tem duas partes – Enunciação e Demonstração . Primeiro, você alega o seu caso (Enunciação – que pode versar sobre existência e inexistência – e se prova inexistência, como demonstrei aqui) e depois deve prová-lo (Demonstração). O debatedor não pode alegar ter um caso e se omitir de prová-lo, assim como não precisa prová-lo sem o ter alegado antes; se eu somente creio em alguma coisa, mas não a alego, então não houve nenhuma Enunciação. Se não há Enunciação, não segue logicamente a necessidade de Demonstração; já que uma prova é uma prova de algo, e se não houve a Enunciação antes não há nada que esteja sendo defendido.
O ônus da argumentação é seguido da existência de uma proposição. Vejamos alguns exemplos: eu entro em uma comunidade e abro um tópico dizendo que Shakespeare escreveu 30 peças.
De quem é o ônus da prova? É meu, pois eu fiz uma alegação de que que Shakespeare escreveu 30 peças.
Agora imagine que um 3º – chamado João – diga que ele realmente escreveu 30 peças (e digamos que esse seja realmente o número), mas em nenhuma ele cita a palavra “gelo”.
De quem é o ônus da prova? De João, que precisa provar a inexistência da palavra “gelo” nas 30 peças. Para isso, eleverá apresentar uma transcrição de todas as 30 peças e mostrar que em nenhuma delas a palavra “gelo” existe. Nesse caso, vai se provar a inexistência do termo na obra do poeta inglês.
E da mesma maneira se aplica o raciocínio de “Deus existe” e “Deus não existe” em debates. Se um neo-ateu alegar que Deus não existe, deve fazer a demonstração, coisa que um teísta teria que fazer se alegasse que Deus existe.
Não há mistérios. Quem enuncia, seja “X” ou “não-X”, deve demonstrar. Só isso. O que faz neo-ateus terem ônus da prova assim como teístas em casos específicos.
Uma falácia frequente é a da tal “afirmação primordial”. Não existe nada assim na lógica. O ônus da prova funciona como eu expliquei: se eu alegar algo, devo logicamente seguir para a demonstração. E vale tanto para quem afirma conhecimento primeiro ou não. Pode estar no início, no fim ou no meio de um debate ou ser uma idéia historicamente anterior ou posterior. Afirmou na arena de debate? Argumente para isso. Se fosse para inventar regras diferentes, então poderiamos dizer que existe um paradigma dominante (o teísmo) e que os ateus que tentam mudá-lo. Assim, teriam eles o ônus da prova e não nós.
A verdade, é que ateus sequer conseguem mostrar que o ateísmo é mais racional e preferível que o agnosticismo puro e neutro.
- No segundo ponto:
SÓ a Igreja Católica, se saísse da África 60% das escolas e hospitais seriam fechados. Quando a epidemia de AIDS estourou nos EUA e as autoridades não sabiam o que fazer eles chamaram as freiras da Igreja para cuidar dos doentes porque ninguém mais queria fazê-lo.
No Brasil, até 1950, quando não existia nenhuma política de saúde pública eram as casas de caridade da Igreja que cuidavam das pessoas que não tinham condições de pagar um hospital?
A Igreja Católica mantém na Ásia: 1.076 hospitais; 3.400 dispensários; 330 leprosários; 1.685 asilos; 3.900 orfanatos; 2.960 jardins de infância. Na África: 964 hospitais; 5.000 dispensários; 260 leprosários; 650 asilos; 800 orfanatos; 2.000 jardins de infância. Na América: 1.900 hospitais; 5.400 dispensários; 50 leprosários; 3.700 asilos; 2.500 orfanatos; 4.200 jardins de infância. Na Oceania: 170 hospitais; 180 dispensários; 1 leprosário; 360 asilos;60 orfanatos; 90 jardins de infância. Na Europa: 1.230 hospitais; 2.450 dispensários; 4 Leprosários; 7.970 asilos;2.370 jardins de infância.
Será que existe qualquer empresa ou instituição que faz pelo menos isso?
- Quanto a Caridade:
O cristianismo defendia a caridade para com os pobres e os doentes, enquanto as igrejas pagãs raramente lhes prestavam ajuda. Quando a varíola se alastrou, entre os anos de 165 e 180, e a baixa imunidade às infecções provocou inúmeras mortes, os cristãos foram valorizados pelo auxílio que prestaram. As Igrejas cristãs são, de fato, as instituições mais caridosas da história universal.
Estudo revela que estados religiosos praticam mais caridade que não religiosos
Religious Americans Give More, New Study Finds
Fonte: https://www.facebook.com/antineoateismo

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