quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Um afro imperador da Etiópia abatido pelo comunismo.

Haile Selassie: o último imperador etíope
Sua Majestade Haile Selassie I, Leão Conquistador da Tribo de Judá, Rei dos Reis, Imperador da Etiópia, Eleito de Deus.
Haile Selassie foi, como já disse, o último imperador da Etiópia. Seus ancestrais ficaram famosos por ter resistido à investida colonial das potências industriais européias e, desse modo, mantido a independência etíope quando quase toda a África caiu sob o regime colonial no século XIX.
Sua Majestade Haile Selassie I, Leão Conquistador da Tribo de Judá, Rei dos Reis, Imperador da Etiópia, Eleito de Deus.
Já Haile Selassie ficou conhecido por ter liderado a resistência de seu povo a invasão italiana em 1936, durante a Segunda Guerra Mundial, que resultou num genocídio etíope e um exílio forçado do monarca em Londres. Exilado, Haile Selassie teve de assistir de longe a tragédia de seu povo, que era dizimado com uso de armas químicas, e perdas pessoais. Vários membros de sua família morreram na Etiópia ou em exílios forçados na Itália durante a ocupação.

Em 1941, Haile Selassie retorna a Etiópia e, com auxílio britânico, expulsa os italianos. A retomada da Etiópia torna-se, desse modo, um dos momentos de reviravolta da Guerra, quando os aliados começam a tomar a ofensiva. Isso tornou Haile Selassie enormemente famoso no Ocidente do Pós-Guerra, principalmente entre os movimentos de afirmação dos afro-descendentes no continente americano, além de figura de destaque em movimentos pan-africanistas. O movimento rastafári jamaicano, por exemplo, considera Haile Selassie como um Deus. Fato negado por ele, um cristão-ortodoxo.
Com o fim da Segunda Guerra, Haile Selassie faz esforços para modernizar o país, estabelecendo uma universidade na capital e uma Constituição. Entretanto, as conturbações políticas causadas pelas guerras anticolonialistas e pela Guerra Fria atingiram a Etiópia. Não conseguindo dar soluções a pobreza extrema que atingia a maior parte de sua população, a monarquia cai frente um levante comunista apoiado pela União Soviética em 1974. O imperador morrerá no ano seguinte em prisão domiciliar.
O país enfrentou anos difíceis no início da década de 1970. A grande fome de 1972–1973 agravou a contestação ao governo imperial, somando-se aos problemas políticos e à corrupção.
Em 12 de janeiro de 1974 registrou-se uma rebelião militar contra Selassie.
Em junho, um grupo de cerca de 120 comandantes militares, formalmente fiéis ao imperador, formou um comitê para exercer o governo. Em 27 de setembro Selassie foi deposto por um golpe militar de inspiração marxista, que instituiu um Conselho Provisório de Administração Militar. Preso pelo novo governo, Selassié veio a falecer em 27 de agosto de 1975, oficialmente por complicações decorrentes de uma operação da próstata. Essa versão é contestada por seus apoiadores e familiares, que entendem que o ex-imperador foi assassinado em sua cama[carece de fontes].
Em 1991, após a queda de Mengistu Haile Mariam, foi revelado que os restos mortais de Selassié tinham sido conservados no porão do palácio presidencial. Finalmente, em 5 de novembro de 2000, receberam um funeral da Igreja Ortodoxa Etíope digno, sendo sepultados. A família do cantor Bob Marley esteve presente na cerimônia.

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