domingo, 2 de novembro de 2014

O filosofo anarquista e sua visão de futuro.

Ele foi criticado por Karl Marx, por expressar aquilo que iria acontecer. Como mostra o percurso da história, o filosofo anarquista criticado, vulgo Mikhail Bakunin, estava certo quando formulou essa visão perante o que ele escreveu sobre o operario e sua subida ao poder, o relacionando com a natureza humana. Embora eu não concordando com toda sua visão de mundo, devo dizer que, ele foi correto em fazer esta afirmação, disse ele: “assim sob qualquer ângulo que se esteja situado para considerar esta questão, chega-se ao mesmo resultado execrável: o governo da imensa maioria das massas populares se faz por uma minoria privilegiada. Esta minoria, porém, dizem os marxistas, compor-se-á de operários. Sim com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, cessaram de ser operários e pôr-se-ão a observar o mundo proletariado de cima do estado; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governa-lo. Quem duvida disso, não conhece a natureza humana”Esse mesmo filosofo criticado, fez uma carta ao filósofo que o criticou, dizia mais ou menos assim em seu segundo parágrafo: "Entre meus caluniadores mais agressivos e insistentes − juntamente com os agentes do governo russo – menciono naturalmente o senhor Marx, o chefe dos comunistas alemães, que, sem dúvida por causa de sua tripla condição de comunista, de alemão e de judeu, cismou comigo.  Ainda que pretenda nutrir igualmente um grande ódio contra o governo russo, nunca se ocultou, pelo menos contra mim, de agir de acordo com este governo. Para me denegrir aos olhos do público, o senhor Marx não só recorre aos órgãos de uma imprensa complacente como também se serve de correspondências e cartas íntimas, de documentos e conferências da Internacional Socialista e não hesita em fazer desta grande e bela associação, que ele contribuiu a fundar, um instrumento de suas vinganças pessoais...  Mas não é para responder a Marx que farei uma exceção à regra de silêncio que me tenho imposto. Hoje, no entanto, senhores, eu tenho o dever de repelir suas mentiras ou, para usar uma linguagem mais parlamentar, seus erros, que se inseriram nas colunas do seu jornal." No resto da carta Bakunin explica em detalhes as intenções ocultas e os equívocos de Marx e discorre sobre questões que fascinaram várias gerações, mas que tornaram-se para o público de hoje bastante obscuras. Mas o que torna essa carta de grande valor não é a replica por si só que o Bakunin fez ao que Karl Marx, que lhe tinha criticado, como também não apenas mais um dos inúmeros embates doutrinários que alimentavam o dia a dia da esquerda revolucionária europeia (e que hoje estão em grande parte esquecidos para alegria da Europa e dos europeus), é a identidade intrínseca do crítico de Bakunin, contra o qual o anarquista se insurge nestas cartas que ele escreveu e é de grande valor academico, porem escodem dentro dos nossos centros de debate. Quem quiser saber mas desta carta, os detalhes que nela contem, e as intenções ocultas e os equívocos de Marx sobre a visão de Bakunin, é só esperar o meu próximo post neste blog. No mais, se houvesse duas escolhas ideológicas para seguir, e se essas duas fossem, uma do Bakunin e outro do velho Marx, o anarquista me teria ao lado dele.

R. Douglas Dias Rolim

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